13/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Órgão do Reino Unido investiga Telegram por casos de abuso sexual infantil

Publicado em 21 de abril, 2026

Órgão do Reino Unido investiga Telegram por casos de abuso sexual infantil

A Ofcom, agência reguladora das comunicações do Reino Unido, abriu uma investigação nesta terça-feira (21) sobre o aplicativo de mensagens Telegram, após indícios sugerirem que material de abuso sexual infantil estava sendo compartilhado na plataforma.

A investigação faz parte dos esforços do Reino Unido para coibir a exposição de crianças a conteúdos prejudiciais na internet sem que haja responsabilização clara. Embora a Lei de Segurança Online de 2023 do país tenha estabelecido normas mais rigorosas para plataformas de mídia social como Facebook, YouTube e TikTok, o primeiro-ministro Keir Starmer quer que elas avancem ainda mais.

Governo

A Ofcom disse que recebeu provas do Centro Canadense de Proteção à Criança sobre a suposta presença e compartilhamento de material de abuso sexual infantil no Telegram e que realizou sua própria avaliação da plataforma.

“À luz disso, decidimos abrir uma investigação para examinar se o Telegram falhou, ou está falhando, em cumprir suas obrigações em relação ao conteúdo ilegal”, disse a Ofcom em um comunicado.

O Telegram disse que negou “categoricamente” as acusações da Ofcom, acrescentando que, desde 2018, havia “praticamente eliminado” a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma por meio de algoritmos de detecção.

Investigação

“Estamos surpresos com essa investigação e preocupados que ela possa ser parte de um ataque mais amplo às plataformas online que defendem a liberdade de expressão e o direito à privacidade”, disse a empresa com sede em Dubai em um comunicado.

A Ofcom do Reino Unido disse na terça-feira que também havia aberto investigações sobre o Teen Chat e o Chat Avenue para verificar se essas plataformas estavam cumprindo suas obrigações de proteger as crianças contra o risco de serem alvo de aliciamento.

Empresas

A Ofcom afirmou que, após dialogar com as empresas, continuava insatisfeita quanto à questão de saber se elas estavam oferecendo proteção adequada às crianças britânicas contra o risco de aliciamento.

“Essas empresas precisam fazer mais para proteger as crianças, ou enfrentarão sérias consequências de acordo com a Lei de Segurança Online”, disse Suzanne Cater, diretora de Fiscalização da Ofcom, no comunicado.

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