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A eleição indireta para o Governo do Amazonas, que será realizada pela Assembleia Legislativa (Aleam), ganhou novos contornos com a confirmação de três chapas na disputa.
Além da candidatura do presidente da Assembleia e governador interino, Roberto Cidade, que concorre ao lado do ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa como vice, outras duas chapas foram formalizadas.
O empresário William Bittar dos Santos (PSDB) registrou candidatura tendo como vice João Ricardo de Melo e Lima (PL). Já o presidente do Democratas no Amazonas, Cícero Alencar, também entrou na disputa, acompanhado de Roque Lana.
William Bittar é filho do ex-prefeito de Novo Airão, Wilton Santos, e se apresenta como representante de um campo político alinhado ao bolsonarismo. A composição com o PL busca imprimir um viés ideológico mais marcado à disputa, tradicionalmente definida por articulações internas no Parlamento.
Já Cícero Alencar é ligado ao ex-prefeito de Manaus, David Almeida, e surge como uma terceira via dentro do processo, ainda que com menor densidade política em relação às demais chapas.
A eleição ocorre após a renúncia do governador e do vice-governador, abrindo a necessidade de escolha indireta pela Assembleia Legislativa, conforme previsto na Constituição Estadual para casos em que a vacância ocorre na segunda metade do mandato.
Com a saída dos titulares, o presidente da Aleam, Roberto Cidade, assumiu interinamente o comando do Executivo estadual. A partir dessa condição, passou a articular sua candidatura para permanecer no cargo até o fim do mandato, que se encerra em janeiro de 2027.
O prazo legal estabelece que a Assembleia deve realizar a eleição indireta em até 30 dias após a vacância dos cargos. Nesse modelo, os 24 deputados estaduais são responsáveis pela escolha do novo governador e vice.
Historicamente, esse tipo de eleição é marcado por forte articulação política nos bastidores, com peso decisivo das alianças partidárias e da base parlamentar.
A candidatura de Roberto Cidade, com Serafim Corrêa, é considerada a principal da disputa, por reunir apoio significativo dentro da Assembleia e respaldo de setores do atual grupo político que comanda o Estado.
A entrada das chapas de William Bittar e Cícero Alencar amplia o espectro da disputa, ainda que o favoritismo permaneça concentrado no presidente da Aleam.
A eleição indireta, embora restrita ao Parlamento, ganha relevância política por definir quem comandará o Estado até o fim do mandato, em um período estratégico que antecede o processo eleitoral de 2026.
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