01/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Biblioteca Nacional e CNJ doam 100 mil livros para escolas prisionais no Brasil

Publicado em 12 de abril, 2026

Biblioteca Nacional e CNJ doam 100 mil livros para escolas prisionais no Brasil

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) – doará 100 mil livros editados pela instituição para bibliotecas de unidades prisionais em todo o país, em parceria com a Secretaria de Formação, Livro e Leitura (SEFLI).

O termo de doação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi assinado na sexta-feira (10/04), na sede da FBN, no Centro do Rio, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin, e pelo presidente da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi.

Também estiveram presentes na solenidade o governador em exercício do Rio de Janeiro e presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

Termo

Após a assinatura do termo, o ministro Edson Fachin participou do encerramento da Semana da Cultura do Sistema Prisional, evento cuja abertura ocorreu em 07/04, na Biblioteca Nacional, e que promoveu atividades artísticas dentro e fora de unidades prisionais. O encerramento da Semana aconteceu no Theatro Municipal, onde foi lançado o programa “Horizontes Culturais” – estratégia nacional de fomento à cultura no sistema prisional.

Livros

Os livros doados pela FBN às bibliotecas de escolas do sistema prisional são editados ou coeditados pela própria Biblioteca Nacional, e incluem títulos de gêneros variados como romance, poesia, história, iconografia e ensaios. A FBN é gestora do Serviço Nacional de Intercâmbio Bibliográfico, que promove a circulação de livros através de doações e permutas com instituições no Brasil e no exterior, fortalecendo acervos de bibliotecas públicas, de escolas e de ONGs, entre outras.

O presidente da FBN, Marco Lucchesi, fala sobre a importância da ação: “A Biblioteca Nacional   cumpre sua missão e vocação essencial, enquanto entidade solidária e atenta à grande fome de leitura do Brasil”, afirma.

Parceria

A parceria entre a FBN e o CNJ teve início em 2023, quando a Biblioteca Nacional participou do “Prêmio A Saída é Pela Leitura”, com a doação de livros para os três estados brasileiros com maiores índices de remição de penas por meio da leitura. Desde então, a FBN já recebeu a visita de outros dois presidentes do STF e do CNJ: em agosto de 2023, a ministra Rosa Weber participou da entrega da Constituição Federal traduzida para o nheengatu; em outubro do mesmo ano, o ministro Luís Roberto Barroso participou do “Encontro nacional de gestores de leitura em ambientes prisionais”.

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