
Delphina Aziz passa a oferecer terapia inédita no SUS
O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade, inaugurou, nesta sexta-feira (10), cinco câmaras de oxigenoterapia hiperbárica no Hospital Delphina Rinaldi Aziz, em Manaus. A estrutura introduz, pela primeira vez na rede pública estadual, esse tipo de tratamento voltado a pacientes com quadros complexos.
A tecnologia é indicada para casos como feridas de difícil cicatrização, complicações do diabetes, queimaduras e infecções graves. A implantação amplia a capacidade de atendimento de alta complexidade no estado, embora o alcance efetivo dependa da regulação de acesso e da demanda reprimida por esse tipo de terapia.
Segundo o governo, a nova estrutura se soma a um conjunto de investimentos na rede hospitalar, que inclui ampliação de leitos e incorporação de tecnologias. Ainda assim, a expansão de serviços especializados ocorre em paralelo a desafios históricos de acesso e distribuição regional.
No caso específico do Delphina Aziz, a unidade se consolidou como principal hospital de alta complexidade da região Norte, com cerca de 360 leitos e atuação em áreas como transplantes, diagnóstico avançado e procedimentos especializados.
A oxigenoterapia hiperbárica consiste na inalação de oxigênio puro em ambiente pressurizado, o que aumenta a concentração de oxigênio no sangue e melhora a oxigenação dos tecidos.
A técnica atua como tratamento complementar, potencializando terapias já utilizadas, como antibióticos e procedimentos cirúrgicos. As sessões duram entre 90 e 120 minutos e podem contribuir para redução de infecções, aceleração da cicatrização e menor risco de amputações.
Desde fevereiro, mais de mil procedimentos já foram realizados na unidade, segundo dados apresentados durante a inauguração.
A incorporação da tecnologia representa avanço na oferta de serviços especializados dentro do Sistema Único de Saúde no Amazonas, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outros estados.
Por outro lado, a efetividade da medida depende da capacidade de absorção da demanda, da manutenção dos equipamentos e da integração com a rede de atenção básica e especializada.
A ampliação da alta complexidade, nesse contexto, tende a aliviar parte da pressão sobre o sistema, mas não elimina gargalos estruturais relacionados ao acesso e à distribuição dos serviços de saúde no estado.
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