
Missão da NASA marca retorno de voos tripulados ao entorno lunar após mais de cinco décadas. (Foto: Reprodução)
O lançamento da missão Artemis II está previsto para esta quarta-feira (1º), representando o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos. A decolagem deve ocorrer no Centro Espacial Kennedy, às 18h24 no horário local, dando início a uma jornada de aproximadamente dez dias.
O foguete Space Launch System (SLS) transportará a cápsula Orion, que realizará o trajeto planejado. Por se tratar de uma trajetória altamente específica, a janela de lançamento é restrita. Caso não ocorra nesta data, novas tentativas podem acontecer até 6 de abril e, posteriormente, no fim do mês.
O comandante Reid Wiseman afirmou que a equipe e a nave estão prontas, embora reconheça a possibilidade de novos adiamentos devido a fatores técnicos ou climáticos.
Parte do programa Artemis Program, a missão tem como objetivo retomar a presença humana na Lua e preparar futuras viagens a Marte. Após o voo de teste não tripulado realizado em 2022, a agência busca agora validar os sistemas com astronautas a bordo antes de avançar para um pouso lunar, previsto para os próximos anos.
A tripulação inclui nomes históricos: Christina Koch, primeira mulher a integrar uma missão desse tipo; Victor Glover, que poderá se tornar a primeira pessoa negra a viajar até a Lua; e Jeremy Hansen, representante da Agência Espacial Canadense.
Após o lançamento, a cápsula entrará inicialmente em órbita terrestre para testes de segurança. Se tudo ocorrer como previsto, seguirá em direção à Lua, em um percurso de três a quatro dias. Os astronautas deverão orbitar o satélite natural e sobrevoar seu lado oculto, podendo superar a distância recorde alcançada pela missão Apollo 13.
A trajetória escolhida, conhecida como “retorno livre”, permite que a nave seja naturalmente trazida de volta à Terra pela gravidade lunar. O retorno também levará alguns dias e incluirá a reentrada na atmosfera — considerada uma das fases mais críticas — antes do pouso no Oceano Pacífico.
Diferentemente da era Apollo, a NASA conduz o programa em parceria com outros países e empresas privadas, como a SpaceX, de Elon Musk, e a Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, responsáveis por parte do desenvolvimento das tecnologias que viabilizarão futuras missões lunares.