16/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Operação Simulacrum tem 10 PMs presos, entre eles um capitão, por crimes de homicídio e fraude processual

Publicado em 13 de março, 2026

Operação Simulacrum tem 10 PMs presos, entre eles um capitão, por crimes de homicídio e fraude processual

Como desdobramento das investigações da morte de João Paulo Maciel dos Santos durante intervenção policial, em outubro de 2025, no bairro Vila da Prata, zona oeste de Manaus, 10 policiais militares (entre eles um capitão) foram presos preventivamente durante a operação Simulacrum, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), na manhã desta sexta-feira (13/03). O caso ganhou ampla repercussão, após a divulgação de imagens registradas no momento dos fatos.

A operação é conduzida pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça Especializadas no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), sob a titularidade dos promotores Armando Gurgel Maia (60ª) e Daniel Silva Chaves Amazonas de Menezes (61ª), e destina-se ao cumprimento de mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

PMs denunciados

Ao todo, 19 policiais militares foram denunciados, com 11 denúncias por homicídio qualificado e 12 por fraude processual — quatro respondem pelos dois crimes.

A decisão judicial determinou o cumprimento de 38 mandados, sendo 11 de prisão preventiva (10 já se encontram recolhidos no Batalhão da Rocam, no Distrito Industrial), 19 de busca e apreensão e oito de medidas cautelares diversas de prisão.

Entre os denunciados já presos está um capitão da Polícia Militar. Um PM não foi recolhido porque está de férias fora do estado.

O cumprimento das medidas contou com o apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), via equipes da Diretoria de Justiça e Disciplina (Polícia Judiciária Militar), e colaboração da unidade de origem dos policiais envolvidos, a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).

Simulacrum

O nome da operação faz referência à conclusão apresentada na denúncia do Ministério Público acerca da simulação de prestação de socorro e da alteração da cena do crime.

O processo tramita perante a 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

“As duas Proceapsp cumprem o seu papel dentro do Ministério Público, que é agir no controle da atividade policial. A ação teve o apoio total dos comandos da Polícia Militar e da Rocam, que nos auxiliaram e seguem no suporte em todas as etapas da investigação”, afirmou o promotor Armando Gurgel.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.