
Amazonas consolida política habitacional integrada
O Governo do Amazonas projeta mais de R$ 4 bilhões em investimentos na política habitacional estadual, com meta de atender ao menos 24 mil famílias com moradia e regularizar outras 33 mil propriedades. A estratégia é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano e integra construção de unidades, reassentamento de famílias de áreas de risco e ações de saneamento básico na capital e no interior.
Sob a condução do governador Wilson Lima, o eixo central é o Programa Amazonas Meu Lar, lançado em 2023. Até janeiro de 2026, 30.681 famílias haviam sido contempladas, sendo 21.931 com títulos definitivos de propriedade e 8.750 por meio de unidades habitacionais, indenizações e bônus para aquisição de imóvel. O investimento efetivo até 2025 soma R$ 476,2 milhões.
O programa já entregou 296 unidades habitacionais e mantém 1.414 em construção. Em Manaus, destacam-se os residenciais Maués (72 unidades), General Rodrigo Otávio (32) e Ozias Monteiro (192). Há ainda 336 unidades em execução na área da ligação viária entre as avenidas Silves e Maués. Em parceria com o Minha Casa Minha Vida, estão em construção 576 unidades nos bairros Novo Aleixo, Petrópolis, Compensa, Alvorada e Tarumã.
No interior, o alcance inclui Iranduba, Tefé e São Gabriel da Cachoeira, somando 838 moradias. Para o primeiro semestre, estão previstas as entregas de 520 unidades do Complexo Habitacional Cachoeira Grande, no bairro São Jorge, em Manaus, e 248 unidades do Prosai Parintins.
A política habitacional incorpora programas estruturantes executados pela Unidade Gestora de Projetos Especiais, vinculada à Sedurb. Entre eles está o Prosamin+, financiado com US$ 114 milhões pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O programa já reassentou 1.735 famílias de áreas de risco, dentro de um total previsto de 2.580, e prevê 808 unidades habitacionais entre entregues, em execução e planejadas.
No interior, o Prosai Parintins combina habitação e saneamento em investimento de US$ 87,5 milhões — sendo US$ 70 milhões do BID e US$ 17,5 milhões do Estado. O projeto prevê reassentar 832 famílias e construir 504 unidades, além de indenizações e outras soluções habitacionais. A primeira etapa do novo sistema de abastecimento de água do município foi entregue em 2025.
O secretário da Sedurb e da UGPE, Marcellus Campêlo, afirma que o modelo adotado articula moradia, infraestrutura, mobilidade e acesso a serviços públicos, evitando intervenções isoladas.
Além da construção de moradias, o Amazonas Meu Lar inclui o Subsídio Entrada do Meu Lar, que concede entre R$ 20 mil e R$ 35 mil para famílias utilizarem como entrada na compra do imóvel. A linha já beneficiou 2.244 famílias, com aporte estadual de R$ 67,1 milhões.
Em 2026, a política habitacional incorporou diretrizes ambientais com a sanção da Lei nº 8.084, que institui a Política de Habitação de Interesse Social Sustentável (HISS). Como desdobramento, foi lançado o projeto Amazonas EcoLar, coordenado pela Defesa Civil do Estado.
O projeto-piloto prevê 16 unidades no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus, destinadas a famílias de áreas de risco. As casas utilizam blocos produzidos a partir de plástico reciclado. A urbanização da área será executada pela UGPE, incluindo drenagem, redes de água e esgoto, iluminação e terraplenagem.
Com planejamento integrado e diversificação de soluções — reassentamento, regularização fundiária, subsídio e construção direta — o governo estadual consolida a habitação como eixo estruturante da política urbana no Amazonas.
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