
O concurso reuniu 97 textos enviados por participantes de seis continentes, incluindo acadêmicos, cientistas, médicos e estudantes (Foto: Divulgação)
A estudante carioca Gabriela Frajtag, de 20 anos, conquistou reconhecimento internacional ao ser premiada em uma competição de artigos científicos dedicada à interface entre física quântica e biologia. Recém-graduada, ela foi a única brasileira entre os vencedores do certame promovido pelo Foundational Questions Institute (FQxI), em parceria com o Paradox Science Institute e com apoio do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.
O concurso reuniu 97 textos enviados por participantes de seis continentes, incluindo acadêmicos, cientistas, médicos e estudantes. Ao todo, oito autores foram premiados e dividiram US$ 53 mil (cerca de R$ 300 mil). Gabriela recebeu o Prêmio Especial de Graduação, no valor de US$ 3 mil (aproximadamente R$ 16 mil), concedido a trabalhos desenvolvidos ainda durante a formação universitária.
Intitulado “The Quantum of Biology: History and Future”, o artigo da brasileira examina a evolução histórica da biologia quântica e propõe o conceito de “quantum da biologia” — um conjunto mínimo de recursos quânticos que sistemas vivos precisariam explorar para obter vantagens adaptativas.
O tema desta edição foi a biologia quântica, área que investiga se fenômenos típicos do mundo quântico podem desempenhar papel relevante em processos biológicos. Segundo o diretor científico do FQxI, David Sloan, os trabalhos premiados oferecem um panorama atual do campo e destacam a importância de ampliar as pesquisas nessa fronteira do conhecimento.
A aproximação entre física quântica e biologia remonta a 1944, quando o físico austríaco Erwin Schrödinger publicou What Is Life? The Physical Aspect of the Living Cell, obra que inspirou novas abordagens científicas. Em referência ao centenário da formulação de sua equação, a UNESCO declarou 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas.
O primeiro lugar, em empate, ficou com Samuel Morriss, médico na Austrália, e Connor Thompson, doutorando na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Outros participantes receberam segundos e terceiros lugares, além de menções honrosas.
Fundado em 2006 pelos físicos Max Tegmark e Anthony Aguirre, o FQxI financia pesquisas exploratórias nas ciências físicas e já destinou mais de US$ 29 milhões em bolsas para projetos científicos em diversas áreas.
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