
Programa habitacional do governo federal já contratou 2,2 milhões de moradias e impulsiona geração de empregos e crescimento do setor da construção. (Foto: Reprodução)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu a marca de R$ 330 bilhões investidos no programa Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e 2026, somando moradias subsidiadas e financiadas. No período, foram contratadas 2,2 milhões de unidades habitacionais, número que supera a meta inicial de dois milhões estabelecida para quatro anos.
Os dados foram divulgados pelo ministro das Cidades, Jader Filho, que destacou o avanço antecipado do programa e a expectativa de alcançar três milhões de moradias contratadas até o fim do ano. Desde a retomada da iniciativa, mais de 1,3 milhão de unidades já foram entregues em todo o país.
As moradias contratadas devem beneficiar cerca de 8,4 milhões de pessoas nas cinco regiões do Brasil. A distribuição estimada é:
O alcance nacional reforça o papel do programa na redução do déficit habitacional e na ampliação do acesso à moradia digna para famílias de diferentes faixas de renda.
Além do impacto social, o Minha Casa, Minha Vida tem atuado como motor da economia. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção aponta que o mercado imobiliário registrou recordes em 2025 no número de unidades lançadas e vendidas, valor geral de lançamentos e participação do programa.
No quarto trimestre de 2025, o programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas de imóveis. No consolidado anual, houve crescimento de 13,5% nos lançamentos, 15,9% nas vendas e 17,6% na oferta, com 224.842 unidades lançadas e 196.876 comercializadas.
Estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas indica que o programa respondeu por 85,9% dos lançamentos imobiliários no país em 2025, evidenciando sua centralidade no setor.
Dados do Novo Caged mostram ainda que a construção civil gerou 192.176 empregos formais entre janeiro e novembro de 2025, aumento de 6,73% em relação ao mesmo período de 2024. Ao todo, o setor contabilizava mais de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada até novembro, reforçando a importância da política habitacional para a geração de renda e dinamização da economia.
Veja mais notícias em Economia