
Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé. Foto: Divulgação
Após mais de 14 semanas em cartaz nos cinemas, “3 Obás de Xangô” chega a uma nova e emblemática janela de exibição. O documentário será exibido na GloboNews no dia 21 de fevereiro, às 23h. Esta será a única oportunidade de assistir ao longa neste momento, uma vez que ainda não há previsão de ele entrar para uma plataforma online de filmes.
O filme, dirigido por Sérgio Machado (“Arca de Noé”, “Maria e o Cangaço”, “Cidade Baixa”), celebra a amizade e a força simbólica de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé, artistas fundamentais na construção do imaginário da cultura baiana e brasileira. Com narração de Lázaro Ramos, o longa conecta arte, espiritualidade e identidade, reafirmando a potência do cinema documental brasileiro.
Aplaudido ao final das sessões em cidades como Salvador e Rio de Janeiro, o filme superou expectativas desde a estreia e se consolidou como a terceira maior bilheteria de documentários de 2025, com mais de 18 mil ingressos vendidos. No currículo, soma quatro prêmios importantes, além de indicações de peso: Melhor Roteiro de Documentário pela ABRA e Melhor Documentário do Ano pela APCA.
Em 2024, foi eleito melhor filme, pelo Júri Popular, na Mostra de Cinema de Tiradentes, além de ganhar o Redentor de Melhor Documentário no Festival do Rio 2024 e, na Mostra de São Paulo, o Prêmio do Público de Melhor Documentário Brasileiro. Em 2025, foi o vencedor do Grande Otelo de Melhor Longa-Metragem Documentário.
Agora, ao chegar à televisão por assinatura, “3 Obás de Xangô” amplia ainda mais seu alcance ao encontrar novos públicos e apresentar a amizade incondicional entre os três artistas. A partir de suas obras, o documentário revisita aquilo que eles defendiam e viam nas ruas: a resiliência do povo do candomblé, o poder das mulheres, a onipresença do mar.
Para o diretor, que já está em preparação para filmar o thriller de ficção “Eternamente sua” e a cinebiografia de Chico Mendes, a recepção calorosa é motivo de orgulho e oportunidade de lançar luz a temas tão caros. “Foi algo de muito bonito ver tamanha receptividade dos espectadores nas salas de cinema. E agora, poder levar essas três grandes potências da cultura baiana e brasileira para um público ainda mais amplo e plural é muito honroso e diria também importante, ainda mais em um momento de crescente racismo e intolerância religiosa. É um documentário que fala de afeto, compreensão do outro. De alguma maneira, ele é necessário nos dias de hoje.”
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