
Com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 697,77 (Foto: Lyon Santos/MDS)
A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (18) a parcela de fevereiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas, com os adicionais, o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,84 milhões de famílias, com gasto de R$ 13 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento dos seguintes adicionais:
Benefício Variável Familiar Nutriz: seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança
Acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes
Adicional de R$ 150 para cada criança de até 6 anos
Adicional de R$ 50 para cada filho de 7 a 18 anos
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Por causa do Carnaval, os beneficiários com NIS final 1 e 2 receberam na segunda semana de fevereiro, com os depósitos sendo retomados nesta quarta.
O beneficiário pode consultar informações sobre datas de pagamento, valor do benefício e composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Os beneficiários de 171 cidades de oito estados receberam o pagamento no último dia 12, independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores de 122 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca. Também foram contempladas cidades na Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1).
Essas localidades foram afetadas por chuvas ou estiagens ou possuem povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que restabeleceu o programa. O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema.
Cerca de 2,51 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Essa norma permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício por até dois anos, desde que cada integrante receba até meio salário mínimo.
Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança vale apenas para famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou até maio de 2025 continuará recebendo metade do benefício por dois anos.
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