
Mulher é presa por tortura após criança ser jogada pela janela
Uma mulher de 21 anos foi presa na quinta-feira, 5, acusada do crime de tortura. A ação policial ocorreu na comunidade Fazendinha, em Novo Airão, município do interior do Amazonas. A prisão está relacionada a um episódio de violência ocorrido na última terça-feira, 3, no qual o companheiro da mulher, um homem de 25 anos, arremessou o filho dela, de 6 anos, pela janela da residência onde estavam.
De acordo com informações da Polícia Civil do Amazonas, o fato foi registrado em vídeo pelo avô da criança, que estava no local. As imagens mostram o momento em que o menino aparece chorando, logo após ser atirado para fora da casa. O delegado Rodrigo Mofroni, titular do caso, explicou que o ato teria ocorrido durante um “acesso de raiva” do suspeito.
Após a agressão, conforme o relatório policial, a mãe não prestou os cuidados imediatos necessários à criança. Ela ignorou as queixas de dor do filho e não o levou a um hospital. Com a piora do estado do menino, a condutora foi a um “rezador”, que não conseguiu aliviar o sofrimento da vítima. Posteriormente, a mulher retornou com a criança para a mesma residência do agressor.
O avô da criança, então, encaminhou o vídeo da agressão ao pai do menino, que formalizou a denúncia junto à polícia. Ao chegarem ao local, os agentes não encontraram o padrasto, que havia fugido. A criança, no entanto, foi localizada em estado considerado preocupante. Ela foi transportada para o hospital da cidade, onde os médicos diagnosticaram uma fratura grave no braço esquerdo.
O delegado Rodrigo Mofroni detalhou que, durante as diligências, a equipe policial constatou que o menino apresentava dores intensas e não havia recebido qualquer tipo de imobilização no membro lesionado. Em depoimento, a vítima relatou aos investigadores que os episódios de agressão dentro daquela residência eram frequentes.
Diante dos fatos, a mãe da criança foi autuada em flagrante pelos crimes de tortura-castigo e omissão de socorro. Ela foi encaminhada ao sistema prisional após a audiência de custódia. A Polícia Civil prossegue com as investigações para localizar e prender o padrasto, que permanece foragido e é considerado o autor direto das agressões físicas. O caso tramita na Justiça de Novo Airão.
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