02/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Amazonense na linha de frente da guerra na Ucrânia é ferido por estilhaços

Publicado em 04 de fevereiro, 2026

Amazonense na linha de frente da guerra na Ucrânia é ferido por estilhaços

O homem nternado informou que seu estado de saúde é estável. (Foto: Reprodução)

Um brasileiro natural do Amazonas ficou ferido durante uma operação militar na guerra da Ucrânia. O cinegrafista Renato Belém, que deixou Manaus em setembro do ano passado, foi atingido por estilhaços de um míssil enquanto atuava ao lado do exército ucraniano em uma missão na região de Zaporíjia, uma das áreas mais afetadas pelos confrontos no leste do país. Atualmente, ele permanece internado em um hospital militar destinado ao atendimento de combatentes feridos.

 

O episódio ocorreu na madrugada do dia 30 de janeiro, durante uma incursão em uma zona considerada de alto risco. De acordo com informações divulgadas pelo próprio Belém, o pelotão do qual fazia parte avançava por uma área marcada por intenso fogo cruzado, presença de minas terrestres e ataques constantes com drones armados e artilharia pesada.

A missão previa um deslocamento inicial de aproximadamente oito quilômetros até um ponto estratégico. No entanto, as condições do terreno e os ataques frequentes prolongaram o trajeto por cinco dias. Durante a operação, um míssil explodiu próximo ao grupo, lançando os combatentes ao chão. Renato Belém foi atingido por estilhaços na coxa e na panturrilha, sofrendo perda significativa de sangue. Além dele, outro integrante do esquadrão ficou ferido, e um combatente morreu durante o confronto.

Após alguns dias sem atualizações públicas, o amazonense utilizou as redes sociais para explicar o período sem contato e informar sobre seu estado de saúde. “Quando a gente vai pra missão, não leva celular, então não tem como postar nada”, afirmou.

Em outro trecho do relato, Belém descreveu as dificuldades enfrentadas durante a operação na Ucrânia. “Era uma caminhada de uns 8 km. A gente levou cinco dias porque é fronte. Cai artilharia na frente, atrás, do lado. Tem drone sobrevoando, drone com bomba, campo minado. Essa missão deu ruim”, relatou.

Mesmo ferido, ele ajudou no resgate de um companheiro atingido. O grupo conseguiu avançar cerca de seis quilômetros até alcançar um ponto de retirada, onde um veículo blindado realizou o resgate. “Perdi muito sangue, tive fraqueza, quase desmaiei. Mas conseguimos voltar. Só agradecer a Deus por estar com vida. Falta pouco pra eu ter alta”, disse.

Internado, Belém informou que seu estado de saúde é estável e que a recuperação segue de forma progressiva. “Eu estava na liderança do esquadrão. Fui ferido por estilhaço. Outro irmão meu foi ferido no pé. E infelizmente a gente teve uma baixa”, completou.

A região de Zaporíjia segue como um dos principais focos do conflito na Ucrânia, com registros frequentes de ataques aéreos, uso de drones e explosivos terrestres, o que mantém elevado o risco para operações militares na área.

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