
O filho teria atacado a mãe durante um surto psicótico. Foto: Divulgação
Da Redação – Maria da Conceição Correia, de 82 anos, foi morta na tarde desta quinta-feira (29) após ser atacada pelo próprio filho dentro de uma residência localizada na rua Itacoatiara, no bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus. O crime também deixou outras três pessoas feridas. A vítima era cadeirante e estava na capital amazonense para realizar tratamento de hemodiálise.
De acordo com informações preliminares repassadas pelas autoridades, o suspeito, cuja identidade não foi divulgada, é filho da idosa e teria agido durante um surto psicótico. Segundo relatos colhidos no local, ele atacou a mãe com golpes de faca dentro da residência. Maria da Conceição não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local antes da chegada do socorro.
Durante o ataque, dois familiares que estavam na casa e um vizinho tentaram intervir para conter o agressor e prestar ajuda à idosa, mas acabaram sendo atingidos por golpes de faca. As três vítimas feridas foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde da capital. Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde delas.
A idosa era natural do município de Maués, distante cerca de 276 quilômetros de Manaus. Ela estava na capital há aproximadamente seis meses, juntamente com os filhos, para dar continuidade ao tratamento de hemodiálise, necessário devido a problemas de saúde. A família residia em uma vila no bairro Cachoeirinha desde a chegada a Manaus.
Moradores da área relataram que o momento foi marcado por correria e pedidos de socorro. A Polícia Militar foi acionada e chegou ao local pouco tempo depois do crime. O suspeito foi preso em flagrante na residência e encaminhado para os procedimentos legais. A faca utilizada no ataque foi apreendida.
Equipes do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram acionadas para realizar a perícia no local do crime. O corpo da idosa foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que irão confirmar oficialmente a causa da morte.
O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que ficará responsável por apurar as circunstâncias do crime, ouvir testemunhas e esclarecer a dinâmica dos fatos. A Polícia Civil também deverá analisar o histórico do suspeito, incluindo possíveis registros médicos ou ocorrências anteriores relacionadas à saúde mental.