
Após fuga para o Pará, suspeito de matar cacique no Amazonas é capturado
Alison Muniz Rodrigues, 44 anos, suspeito de envolvimento em dois homicídios ocorridos em Manaus, foi preso na segunda-feira (26) no município de Afuá, localizado na Ilha do Marajó, no estado do Pará. Entre os crimes atribuídos ao investigado está o assassinato do cacique indígena Jair Cordovil Trindade, conhecido como Jair Miranha, ocorrido na capital amazonense. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que informou que o suspeito estava foragido e foi localizado após trabalho de investigação e monitoramento interestadual.
De acordo com a PC-AM, Alison também é apontado como participante do homicídio de Alexandre Soriana da Silva, registrado em abril de 2025. Segundo as investigações, os dois crimes teriam ocorrido na Zona Oeste de Manaus, em circunstâncias distintas, mas com possível ligação entre os envolvidos. O nome completo do suspeito não foi divulgado pelas autoridades.
A delegada Marília Campello, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que o investigado vinha sendo monitorado há algum tempo pelas equipes policiais. Durante as diligências, os investigadores identificaram que ele havia deixado o Amazonas e passado a se esconder no estado do Pará. Com a confirmação da localização, a Polícia Civil do Amazonas solicitou apoio da Polícia Civil do Pará para dar cumprimento aos mandados de prisão.
A ação conjunta resultou na captura do suspeito no município de Afuá, onde ele foi preso e colocado à disposição da Justiça. Após os procedimentos iniciais, o homem deverá ser transferido para Manaus, onde responderá formalmente pelos crimes investigados. Segundo a polícia, ele deve responder por homicídio qualificado, conforme previsto na legislação penal brasileira.
Em relação ao assassinato do cacique Jair Cordovil Trindade, a Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento. O líder indígena foi morto a tiros em Manaus após ser abordado por suspeitos que, conforme apurado, teriam se passado por vendedores ambulantes para se aproximar da vítima. Jair Miranha foi atingido por disparos de arma de fogo ao sair de casa e chegou a ser socorrido, permanecendo internado por alguns dias, mas não resistiu aos ferimentos.
A polícia apura se o crime contra o cacique tem relação com disputas envolvendo terras indígenas ou outros conflitos ligados à atuação da liderança indígena. As autoridades seguem reunindo depoimentos, analisando provas e buscando identificar a participação de outros possíveis envolvidos nos homicídios.
A Polícia Civil não informou se o suspeito possuía advogado constituído no momento da prisão. As investigações seguem sob responsabilidade da DEHS, que deve concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.