
Foto: Ricardo Machado
A educação técnica como eixo estratégico para o desenvolvimento econômico e social do Amazonas foi defendida em artigo publicado nesta sexta-feira (16/01) na edição do jornal Gazeta do Povo. O texto aborda os desafios impostos pela chamada nova economia, impulsionada por tecnologias sustentáveis, e aponta a formação profissional como elemento central para a inclusão da juventude nesse novo cenário produtivo.
No artigo, o vice-governador do Amazonas sustenta que formar jovens para atender às demandas do mercado ligado à bioeconomia, à indústria sustentável e aos chamados empregos verdes vai além da geração de renda. Segundo ele, trata-se de uma questão de soberania ambiental e produtiva, ao afirmar que não haverá preservação da Amazônia sem oportunidades de trabalho para a população local. Nesse contexto, a educação, da alfabetização ao ensino técnico, é apresentada como política de Estado e não como promessa circunstancial de governo.
Com formação técnica em eletrônica pela Fundação Matias Machline (FMM), o autor do artigo também destaca a importância de instituições públicas de ensino profissionalizante, como o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), na oferta de cursos gratuitos e na interiorização da qualificação profissional. A defesa é de que essas estruturas sejam fortalecidas em todo o estado, ampliando o acesso da juventude a oportunidades concretas de inserção no mercado de trabalho.
O texto ainda relaciona o ensino técnico à redução das desigualdades sociais, ao apontar que a escola profissional funciona como ponte entre o estudante e o emprego formal. Para o vice-governador, a formação técnica conecta os sonhos individuais ao desenvolvimento coletivo, produzindo impactos que se refletem nas famílias e nas comunidades.
Ao tratar dos chamados empregos verdes, o artigo ressalta que a educação técnica é o caminho para inserir os jovens amazonenses em setores como bioeconomia, construções sustentáveis e cadeias produtivas baseadas na floresta em pé. A conclusão reforça a ideia de que o futuro do Amazonas deve ser construído internamente, a partir da persistência das famílias, da permanência dos jovens na escola e de políticas públicas estruturadas.
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