
Mulheres voluntárias passam por exames, entrevistas e avaliações nas três Forças Armadas. (Foto: Reprodução)
Teve início nesta semana a fase de seleção complementar do serviço militar inicial voluntário feminino, que oferece 1.467 vagas distribuídas entre a Marinha, o Exército e a Força Aérea Brasileira. O processo segue até o dia 20 de fevereiro, conforme o cronograma de cada Força, informou o Ministério da Defesa.
A iniciativa conjunta é considerada inédita e marca a ampliação da presença feminina nas Forças Armadas, possibilitando o ingresso em carreiras combatentes e a progressão na hierarquia militar.
Durante a seleção complementar, as candidatas realizam novos exames clínicos, entrevistas e avaliações de preparo físico e de atributos técnicos, requisitos básicos para a formação militar. As informações sobre datas e locais estão disponíveis na unidade militar de designação, por meio do site oficial do alistamento.
Após a incorporação, o serviço militar passa a ser de cumprimento obrigatório, conforme a legislação vigente. Assim como ocorre com os homens, as mulheres incorporadas não terão estabilidade no serviço militar.
A previsão é que a incorporação das selecionadas ocorra em dois períodos de 2026: de 2 a 6 de março e de 3 a 7 de agosto. Na Marinha, o ingresso será como marinheiro-recruta; no Exército e na Força Aérea, como soldado, com igualdade de direitos e deveres.
As vagas estão distribuídas em 51 municípios de 13 estados e do Distrito Federal, sendo 157 destinadas à Marinha, 1.010 ao Exército e 300 à Força Aérea. Dados do Ministério da Defesa indicam que o alistamento militar de 2025 superou 1 milhão de inscritos, incluindo cerca de 34 mil mulheres voluntárias em todo o país.