
Presidente afirma que Washington controlará a receita do petróleo. (Foto: Reprodução)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a supervisão norte-americana sobre a Venezuela e o controle de sua receita petrolífera podem se estender por um longo período, possivelmente por anos. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta quinta-feira (8) pelo jornal The New York Times, que descreveu a conversa como ampla e realizada ao longo de duas horas.
Segundo Trump, não há um prazo definido para o fim da atuação dos EUA no país sul-americano. Questionado se o controle duraria meses ou mais de um ano, o presidente respondeu que o período deverá ser “muito mais longo”. Ele afirmou que o objetivo é reconstruir a Venezuela de forma lucrativa, utilizando o petróleo como principal ativo econômico.
Trump disse que os Estados Unidos pretendem explorar e comercializar o petróleo venezuelano, contribuindo para a redução dos preços no mercado internacional e, ao mesmo tempo, destinando recursos financeiros ao próprio país, que enfrenta uma grave crise econômica. O presidente revelou ainda um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo que estavam retidos sob bloqueio.
O presidente norte-americano afirmou que o governo dos EUA mantém uma relação positiva com a administração interina da Venezuela, liderada por Delcy Rodríguez, aliada de longa data de Nicolás Maduro e ex-vice-presidente do líder deposto. Trump destacou que há comunicação constante entre os dois governos, conduzida principalmente pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Trump evitou responder por que decidiu não transferir o poder à oposição venezuelana, que anteriormente havia sido reconhecida por Washington como vencedora legítima de uma eleição realizada em 2024.
Na mesma entrevista, Trump sinalizou um recuo em relação às recentes ameaças de ação militar contra a Colômbia. Ele relatou um telefonema com o presidente colombiano, Gustavo Petro, descrito por ambos como cordial. Após a conversa, Trump afirmou esperar um encontro presencial em breve.
Dias antes, o presidente dos EUA havia feito declarações duras contra Petro, acusando-o de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo o New York Times, a ligação entre os dois líderes durou cerca de uma hora e contribuiu para afastar qualquer ameaça imediata de intervenção militar norte-americana no país vizinho da Venezuela.
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