
Foto: Reprodução
Um vídeo que circulou nas redes sociais nesta quarta-feira (1º) gerou repercussão em Manaus ao mostrar uma suposta policial civil do Amazonas sendo acusada de homofobia contra um casal LGBT dentro de um shopping da capital. A mulher foi identificada como Ana Paula Macedo, investigadora da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), atualmente afastada da atividade-fim da corporação.
De acordo com relatos, o episódio ocorreu em um shopping localizado na zona oeste de Manaus. O enfermeiro Lucas Costa e o namorado dele estavam caminhando pelo local de mãos dadas quando passaram a ser alvo de ofensas verbais. Testemunhas afirmaram que a mulher se exaltou e utilizou expressões discriminatórias enquanto exigia “respeito” do casal.
A cena foi registrada por pessoas que estavam no local e rapidamente ganhou ampla divulgação nas redes sociais. Nas imagens, a mulher aparece gritando e dirigindo xingamentos ao casal, o que provocou reação imediata de internautas e motivou manifestações de entidades ligadas à defesa dos direitos da população LGBTQIA+.
Após a repercussão do caso, a Polícia Civil do Amazonas divulgou uma nota oficial esclarecendo a situação funcional da servidora envolvida. “A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informa que a servidora da Instituição cujos vídeos estão circulando na internet, trata-se de uma investigadora de polícia que se encontra atualmente afastada da atividade-fim, estando readaptada para o exercício de funções administrativas, conforme previsto na legislação vigente”, diz o comunicado.
A nota acrescenta ainda que a situação funcional e de saúde da investigadora está sendo analisada: “Sua situação funcional e de saúde está sendo avaliada pela equipe médica da Instituição, e a servidora vem sendo acompanhada pelo serviço psicossocial desde a identificação do quadro clínico”. Segundo a PC-AM, o porte de arma da servidora foi suspenso e medidas administrativas estão sendo adotadas em relação ao episódio.
O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), que poderá instaurar procedimento investigativo para apurar possíveis crimes de discriminação praticados no episódio registrado em vídeo.
Especialistas lembram que, desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu equiparar atos de homofobia e transfobia ao crime de racismo, tornando essas condutas passíveis de punição nos termos da legislação penal brasileira.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual abertura de processo disciplinar ou conclusão das apurações internas. O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes em Manaus.
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