
SES-AM afasta médico do SPA Alvorada e anuncia medidas após ocorrência grave na unidade
Uma mulher denunciou ter sido agredida por um suposto médico dentro do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do Alvorada, na zona Centro-Oeste de Manaus, após tentar registrar em vídeo um possível mau atendimento prestado à própria mãe, uma idosa de 65 anos. O caso ocorreu no sábado (27) e ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens, que mostram momentos de tensão, acusações de agressão e pedidos de ajuda.
De acordo com o relato da mulher, a gravação teve início como forma de documentar a assistência oferecida à mãe, que, segundo ela, não estaria recebendo o cuidado adequado. Durante a filmagem, a situação teria evoluído para um confronto verbal e físico. No vídeo, a mulher afirma estar sendo agredida e acusa o homem de tentar atacá-la, além de relatar que o celular utilizado para registrar o episódio foi quebrado durante a confusão. As imagens mostram a vítima questionando a conduta do profissional e pedindo apoio de pessoas que estavam no local.
Diante da gravidade do ocorrido, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que adotou providências imediatas. Em nota oficial, a pasta comunicou que notificou formalmente a empresa Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (Icea), responsável pelo profissional envolvido, solicitando o afastamento do médico plantonista. O profissional não está mais atendendo na rede estadual e deverá responder por infração ética, inclusive por ter levado à unidade uma pessoa não autorizada.
A SES-AM esclareceu ainda que existem fluxos e normas que regulamentam a atividade acadêmica e de residentes nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que os hospitais e SPAs são campos de prática para formação profissional. Segundo a secretaria, medidas já estão sendo adotadas para reforçar o cumprimento dessas normas junto às unidades e prestadores de serviços, a fim de evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Entre as ações anunciadas estão o aumento do rigor na fiscalização das universidades que possuem termos de estágio, o reforço no controle de acesso e permanência de profissionais e estagiários nas unidades de saúde, além da aplicação de multas às empresas médicas que descumprirem cláusulas contratuais firmadas com a SES-AM.
Por fim, a secretaria ressaltou que instaurou procedimentos administrativos e encaminhou as medidas judiciais cabíveis para a responsabilização dos envolvidos. A SES-AM afirmou ainda que repudia veementemente qualquer ato de violência e reiterou que não compactua, em hipótese alguma, com condutas que violem os princípios do respeito, da ética profissional e da dignidade humana, que devem nortear a atuação de todos os profissionais de saúde.
Veja mais notícias em Cidade