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Uma confusão generalizada no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Alvorada, na zona Centro-Oeste de Manaus, na manhã de sábado (27), terminou com denúncias de agressão física e ameaças envolvendo profissionais da unidade.
Rosicleide Rodrigues acompanhava sua mãe, Rosalba Rodrigues, de 65 anos, que aguardava atendimento por pressão arterial alterada. Segundo Rosicleide, a idosa, classificada como caso de emergência, começou a apresentar tremores e palidez extrema.
Ao buscar ajuda no consultório do médico plantonista, identificado como dr. Asaf, a acompanhante afirma ter sido recebida com descaso. Ela relatou que o médico se recusou a reavaliar a paciente e afirmou: “Se ela infartar, eu irei assumir”.
Indignada, Rosicleide começou a filmar a situação. A tensão escalou quando um segundo profissional, identificado como auxiliar do cirurgião, interveio. “Ele me ameaçou dizendo que se eu continuasse a filmar ele iria jogar meu celular na parede. Ele realmente jogou meu celular no chão e me agrediu com um murro no pescoço”, relatou Rosicleide. Ela disse ainda que o agressor afirmou que “da próxima vez jogaria o celular em sua cara”.
No domingo (28), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) emitiu nota oficial sobre o caso. A pasta informou que está adotando providências administrativas e judiciais contra o profissional envolvido. A empresa responsável pela contratação do funcionário já foi notificada formalmente.
A Secretaria afirmou que instaurou um processo administrativo interno para apurar os fatos e encaminhou medidas judiciais para garantir a responsabilização civil e criminal. “A Secretaria esclarece que não compactua, em hipótese alguma, com condutas que violem os princípios do respeito e da ética profissional”.
A nota reforça que a pasta “repudia veementemente qualquer ato de violência” e que a conduta registrada fere os princípios de ética e dignidade humana do serviço público de saúde.
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