
Segundo documento oficial, a taxa tarifária será divulgada com pelo menos 30 dias de antecedência. (Foto: Reprodução)
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (23) que pretende impor tarifas às importações de semicondutores da China, mas decidiu adiar a aplicação da medida para junho de 2027. A decisão mantém a possibilidade de sanções futuras, ao mesmo tempo em que busca reduzir atritos imediatos com Pequim.
Segundo documento oficial, a taxa tarifária será divulgada com pelo menos 30 dias de antecedência. A iniciativa decorre de uma investigação de um ano sobre práticas comerciais consideradas desleais, aberta ainda durante o governo do ex-presidente Joe Biden, com foco nas exportações chinesas de chips chamados “legados”, baseados em tecnologias mais antigas.
Em comunicado, o representante de Comércio dos EUA afirmou que a estratégia chinesa de buscar a dominância no setor de semicondutores “não é razoável” e acaba por restringir ou sobrecarregar o comércio norte-americano, o que justificaria a adoção de medidas corretivas.
A reação de Pequim foi imediata. A Embaixada da China em Washington declarou oposição a qualquer tipo de tarifa e criticou a politização de temas comerciais e tecnológicos. Em nota enviada à Reuters, a representação diplomática alertou que ações desse tipo podem desestabilizar cadeias globais de produção e suprimento e afirmou que o país adotará “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses legais.
O adiamento das tarifas ocorre em um contexto de tentativa de contenção de tensões entre as duas maiores economias do mundo, especialmente diante das recentes restrições chinesas à exportação de metais de terras raras, insumos estratégicos para empresas globais de tecnologia.
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