
Segundo o Itamaraty, o período sob comando do Brasil foi marcado por maior dinamismo nas tratativas extrarregionais (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A presidência brasileira do Mercosul teve como foco central o fortalecimento da integração entre os países do bloco e o avanço das negociações com parceiros externos. A avaliação consta em comunicado divulgado na noite deste sábado (20) pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que faz um balanço da cúpula realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Segundo o Itamaraty, o período sob comando do Brasil foi marcado por maior dinamismo nas tratativas extrarregionais, com destaque para a expectativa de assinatura do acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia. O texto informa que o bloco sul-americano concluiu seus procedimentos internos, mas o tratado ainda depende da finalização dos trâmites políticos dentro das instâncias europeias.
De acordo com o comunicado, houve também avanços em negociações setoriais dentro do próprio Mercosul. Entre os pontos citados estão o progresso nas discussões para um acordo comum no setor automotivo e a definição dos termos de referência para a contratação de um estudo sobre o setor sucroalcooleiro no bloco.
Durante a cúpula deste sábado, os países anunciaram o início das negociações para um acordo comercial com o Vietnã, além de conversas voltadas à construção de uma parceria estratégica com o Japão. Também foi firmado um acordo de cooperação com foco no fortalecimento do combate ao tráfico de pessoas.
O documento divulgado pelo MRE ressalta ainda a relevância econômica do Mercosul. Desde a criação do bloco, em 1991, o comércio entre os países membros cresceu mais de dez vezes, alcançando US$ 49 bilhões em 2024. O Mercosul também aparece como o principal destino de investimentos estrangeiros na América do Sul, concentrando mais de 60% dos fluxos direcionados à região.
Além disso, o comunicado aponta avanços em outras frentes comerciais, como a retomada das negociações com o Canadá e progressos considerados significativos nas tratativas com os Emirados Árabes Unidos, reforçando a estratégia brasileira de ampliar a inserção internacional do bloco.
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