
A movimentação ocorre após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter apontado publicamente o filho como seu sucessor político (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) inicia a semana intensificando sua articulação política para tentar consolidar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 2026. Nesta segunda-feira (8), ele se reúne em Brasília com presidentes de siglas de direita e centro em busca de apoio formal à sua entrada na disputa.
O encontro deve reunir figuras estratégicas do bloco, entre elas Valdemar Costa Neto (PL), Antonio Rueda (União Brasil), Ciro Nogueira (PP) e Marcos Pereira (Republicanos), este último ainda como presença aguardada. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também deve participar.
A movimentação ocorre após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter apontado publicamente o filho como seu sucessor político. Mesmo assim, Flávio ainda não conseguiu reunir consenso entre partidos do Centrão, que seguem avaliando outros nomes para liderar o campo de direita nas eleições do próximo ano.
Além de buscar apoios, Flávio Bolsonaro pretende reforçar sua defesa pela aprovação do projeto de lei que concede anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o próprio pai, sentenciado a 27 anos de prisão por participação em tentativa de golpe.
O senador afirmou que espera ver a proposta avançar no Congresso “ainda nesta semana” e cobrou o cumprimento de compromissos assumidos pelos presidentes da Câmara e do Senado.
A tramitação, porém, está parada na Câmara dos Deputados, dependente de decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Caso seja aprovado pelos deputados, o texto seguirá para o Senado, onde Davi Alcolumbre (União-AP) será responsável por pautar a matéria. Ambos integram partidos que participam das conversas desta segunda-feira.
Dentro do próprio campo bolsonarista, a escolha de Flávio como nome para 2026 gerou divisão. Lideranças de direita viam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa mais competitiva eleitoralmente.
O cenário levou o senador a admitir, após evento religioso no domingo (7), que poderia desistir da disputa — embora tenha sugerido que isso teria “preço alto”, sem detalhar o que significaria. A declaração alimentou avaliações de que a pré-candidatura pode ser usada como instrumento de pressão para viabilizar a anistia.
Com as articulações desta segunda-feira, Flávio tenta medir a disposição das siglas em apoiá-lo e, ao mesmo tempo, reforçar a narrativa de lealdade ao que chama de “projeto para o país”. O resultado das conversas deve indicar se a pré-campanha ganha tração ou se a candidatura pode ser revista nas próximas semanas.
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