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Uma paralisação dos rodoviários afetou o transporte coletivo de Manaus na tarde desta terça-feira (25/11). O movimento ocorreu após trabalhadores relatarem atraso no pagamento do vale-alimentação, benefício previsto para ser depositado no dia 20. A situação gerou interrupção parcial do serviço em diferentes terminais e linhas da capital.
Durante a paralisação, ônibus foram vistos parados no Terminal de Integração 1, na avenida Constantino Nery, causando acúmulo de passageiros e interrupções inesperadas de viagens. Passageiros relataram que motoristas orientaram os usuários a desembarcar devido à suspensão momentânea das viagens. O fluxo de veículos ficou comprometido, e alguns coletivos deixaram de circular temporariamente.
De acordo com trabalhadores do setor, a paralisação ocorreu de maneira espontânea, sem convocação formal. Além do atraso no vale-alimentação, parte dos rodoviários mencionou incertezas relacionadas ao pagamento do 13º salário, o que contribuiu para a mobilização na categoria. Motoristas e cobradores permaneceram concentrados em pátios e terminais enquanto aguardavam uma resposta das empresas.
No início da tarde, representantes das empresas de transporte e o Sindicato dos Rodoviários iniciaram negociações para solucionar o impasse. Após as conversas, o presidente do sindicato informou que a paralisação seria suspensa ainda na própria terça-feira, após um acordo que estabeleceu o pagamento imediato do vale-alimentação.
Com o acordo firmado, as atividades começaram a ser retomadas gradualmente em diferentes pontos da cidade. No Terminal 1, ônibus voltaram a deixar as plataformas, e usuários relataram melhora no fluxo ao longo da tarde. A normalização, porém, ocorreu de forma progressiva à medida que as equipes retornavam aos postos de trabalho.
O sindicato divulgou nota informando que a categoria permanecerá em estado de alerta até a confirmação do pagamento completo do benefício. Também foi informado que, caso o depósito não fosse efetivado até o final do dia, a categoria poderia retomar a paralisação na quarta-feira (26).
A paralisação desta terça-feira gerou impacto direto na mobilidade urbana, já que grande parte da população depende do transporte coletivo para deslocamento diário. Apesar de ter durado poucas horas, o movimento evidenciou o impacto de interrupções no sistema e a necessidade de cumprimento de obrigações trabalhistas para evitar novas interrupções.
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