
Moradores do condomínio Solar de Brasília reagem de forma dividida à detenção do ex-presidente. (Foto: Reprodução)
Logo após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, decretada na manhã deste sábado pelo ministro Alexandre de Moraes, moradores de seu antigo condomínio em Brasília reagiram de formas diversas. Enquanto alguns demonstraram apreensão, outros comemoraram o episódio com queima de fogos e convites para churrascos no residencial.
No grupo de WhatsApp do condomínio, identificado como “Assuntos Gerais Solar BSB”, circularam mensagens bem-humoradas, com moradores desejando “bom dia”, compartilhando músicas e mencionando encontros festivos. Para alguns, o clima soou como uma comemoração velada.
Uma moradora informou que anteciparia uma festa por causa de seu aniversário e brincou que não queria incomodar os vizinhos. Outra, reagindo a relatos de fogos, comentou que já tinha lenha pronta para acender a churrasqueira:
“Hoje tá bom pra fazer churrasco.”
Apesar da movimentação, a moderação do grupo precisou intervir. Uma administradora reforçou que comentários políticos eram proibidos, marcando participantes que tentaram transformar o espaço em um debate sobre a prisão.
Mesmo com manifestações de alívio, parte dos moradores demonstrou preocupação. Segundo relatos internos, havia receio de que uma nova vigília de apoiadores de Bolsonaro pudesse causar tumulto na área residencial — algo que já ocorreu em momentos anteriores. Moradores lembram que, em agosto e setembro, o condomínio registrou barulho, buzinaços e discussões após episódios envolvendo o ex-presidente.
O clima, desta vez, porém, misturou festa, silêncio cauteloso e vigilância entre vizinhos que convivem diariamente, mas reagiram de forma distinta ao mesmo acontecimento.
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