
Foto: Divulgação/PC-AM
A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, na quarta-feira (19), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 25 anos, na cidade de Coari (a 363 quilômetros de Manaus). O indivíduo é investigado pela prática de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos de idade. As investigações apontam que o suspeito atuava como líder e professor de adolescentes em uma igreja evangélica local.
De acordo com as informações fornecidas pelo delegado José Barradas, o crime ocorreu no mês de outubro, durante um acampamento organizado pela instituição religiosa. O agressor, aproveitando-se de sua posição de confiança e de um momento em que a vítima estava sozinha, cometeu o ato. A autoridade policial não detalhou a localização exata do acampamento, mas confirmou que o caso foi registrado na delegacia de Coari.
No dia seguinte ao ocorrido, a família da adolescente percebeu alterações em seu comportamento e estado físico, o que motivou a levá-la a uma unidade de saúde para avaliação. “Lá foi verificado que ela estava com várias lesões nas partes íntimas”, relatou o delegado José Barradas em nota à imprensa.
Diante da constatação, a adolescente foi transferida e recebeu atendimento médico no Hospital de Coari, onde o estupro de vulnerável foi confirmado através de exames periciais.
As investigações da Polícia Civil se intensificaram após a notificação do crime. Os trabalhos apuraram que o suspeito mantinha um padrão de observação da vítima, tendo-a monitorado desde os seus 10 anos de idade. A coleta de depoimentos e a análise de evidências culminaram na solicitação, pela autoridade policial, e na posterior concessão, pela Justiça, do mandado de prisão preventiva.
A prisão foi executada pela equipe policial no bairro Duque de Caxias, em Coari. O homem foi localizado e detido sem resistência. Ele foi autuado pelo crime de estupro de vulnerável, conforme previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, que se aplica a relações sexuais ou atos libidinosos com menores de 14 anos. Após a prisão, o acusado foi encaminhado ao sistema carcerário local, onde permanece à disposição da Justiça Estadual.
O caso segue sob o sigilo estabelecido pela legislação processual, que protege a identidade da vítima de crimes sexuais. A Polícia Civil não divulgou o nome do preso ou da igreja envolvida, ressaltando que as investigações podem continuar para apurar se há outras vítimas ou possíveis coautores no caso. A data para a audiência de custódia ainda não foi divulgada pelo Poder Judiciário do Amazonas.
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