
Foto: Reprodução/PF
Luciane Barbosa Farias, conhecida como a “Dama do Tráfico” e apontada como um dos principais nomes ligados ao crime organizado no Amazonas, teve sua situação penal modificada e passou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi confirmada após determinação judicial que alterou o regime de cumprimento da pena.
Luciane é esposa de Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, identificado pelas autoridades como liderança do Comando Vermelho no Amazonas. Ele está detido em um presídio federal de segurança máxima, enquanto ela vinha sendo mantida sob custódia desde o final de setembro, após ser presa em Cascavel (PR) durante uma operação conjunta da Polícia Federal e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/PR).
A mudança para prisão domiciliar estabelece que Luciane Barbosa deverá permanecer em casa sob monitoramento contínuo, obedecendo às condições impostas pelo Judiciário. A decisão ocorre como desdobramento das investigações iniciadas ainda em 2015, por meio da Operação La Muralla, que teve como objetivo desarticular a estrutura da facção criminosa no Amazonas.
Luciane Barbosa foi condenada pela Justiça Federal a 10 anos de prisão, em regime fechado, pelos crimes de associação ao tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Embora a sentença tenha sido proferida anteriormente, ela permaneceu em liberdade até janeiro de 2025, quando foi expedido o mandado de prisão definitiva.
Após a determinação judicial, ela passou a ser considerada foragida, status que manteve até 28 de maio de 2025. Nessa data, equipes da Polícia Civil a localizaram em uma residência na zona Norte de Manaus, dando início ao cumprimento da pena. Posteriormente, em setembro, ela foi novamente detida em Cascavel, onde as forças de segurança atuaram para efetivar sua captura.
A figura de Luciane Barbosa ganhou projeção nacional em 2023, quando participou de reuniões oficiais nos Ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, em Brasília. Na ocasião, ela se apresentou como presidente do Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), entidade que afirma atuar na defesa dos direitos de presos. A presença em ambientes institucionais gerou ampla repercussão e levou órgãos federais a reavaliar protocolos de acesso a autoridades.
Considerada peça-chave no esquema financeiro associado ao grupo liderado por “Tio Patinhas”, Luciane Barbosa continuou sendo alvo de ações policiais ao longo dos anos. Sua prisão em Cascavel representou mais um capítulo no conjunto de operações que vêm sendo realizadas para conter a atuação da organização criminosa no estado.
As autoridades seguem monitorando o cumprimento das medidas impostas e acompanham a execução da prisão domiciliar, que mantém a investigada sob vigilância como parte do processo penal em andamento.
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