
Carga de 300kg de droga avaliada em R$ 5,5 milhões é apreendida pela PC-AM em Manaus
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apresentou, nesta terça-feira (18), os resultados de uma operação que apreendeu 300 quilos de maconha skunk em Manaus. A ação, conduzida pelo Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), encerrou um esquema de distribuição que atuava em três bairros da capital. A investigação durou cerca de 30 dias e resultou na prisão de uma pessoa. Segundo a corporação, o prejuízo causado ao crime organizado ultrapassa R$ 5 milhões.
A operação teve como foco o monitoramento de imóveis situados no bairro da Paz e na Cidade de Deus, utilizados para armazenamento e movimentação do skunk. Durante o trabalho investigativo, equipes acompanharam o deslocamento de um veículo que deixou um dos endereços monitorados. O carro foi abordado, e dentro dele foram encontrados diversos tabletes da droga.
Posteriormente, os policiais voltaram às residências investigadas, onde localizaram o restante do material ilícito.
Segundo a PC-AM, o entorpecente apreendido tem origem na região de Cauca, na Colômbia. De acordo com os investigadores, a droga entra no território brasileiro pela rota do rio Japurá, utilizada para atravessar a fronteira até chegar à capital amazonense, onde seria preparada para distribuição. A corporação informou que parte do carregamento seria destinada ao consumo na própria Manaus, enquanto outra parte seguiria para o estado do Pará, principalmente para municípios da região do Juruá.
Durante a coletiva de imprensa, a cúpula da Polícia Civil afirmou que o objetivo é intensificar o combate ao tráfico tanto nas áreas urbanas da capital quanto nas rotas fluviais que cortam a Amazônia. As autoridades relembraram que, há cerca de um mês, outra operação resultou na apreensão de um tipo incomum de “cocaína preta”, também em Manaus, reforçando a necessidade de ampliar as ações contra o narcotráfico.
O delegado Rodrigo Torres, responsável pela investigação, destacou que a operação conseguiu interceptar todo o carregamento antes de sua distribuição. Ele explicou que o esquema funcionava de forma estruturada e que as residências serviam como pontos estratégicos para ocultação da droga.
O Denarc informou ainda que outras pessoas continuam sendo investigadas por possível envolvimento no esquema criminoso. A polícia trabalha para identificar suspeitos, incluindo empresários que possam ter ligação com o transporte ou financiamento do material. Uma mulher, apontada como proprietária de um dos imóveis monitorados, já foi ouvida pelos investigadores.
As diligências seguem em andamento para esclarecer a participação de terceiros e aprofundar o mapeamento da organização responsável pelo armazenamento e distribuição do skunk, considerado um dos tipos de maconha mais potentes comercializados na região.
