18/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Operação do MPAM encontra alimentos vencidos em comércios de Maraã

Publicado em 13 de novembro, 2025

Operação do MPAM encontra alimentos vencidos em comércios de Maraã

No município de Maraã, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) realizou, em parceria com a Polícia Civil, a Guarda Municipal e a Vigilância Sanitária (Visa), uma operação para fiscalizar dois comércios locais de vendas de alimentos e flagrou diversas irregularidades. A vistoria ocorreu nesta quarta-feira (12/11), sob coordenação do promotor de Justiça da comarca, Marcos Túlio Pereira Correia Júnior.

A inspeção foi motivada por uma denúncia anônima recebida pela promotoria, relatando diversas irregularidades no armazenamento de alimentos, como venda de produtos vencidos e casos de adulteração nos prazos de validade. A equipe constatou a veracidade das denúncias e encontrou novos problemas.

Operação

Durante a operação, a equipe detectou: má conservação de alimentos; produtos impróprios para consumo em decorrência do armazenamento irregular; freezers inadequados e em péssimas condições; produtos fora da validade, com o prazo apagado ou adulterado; e presença de baratas nos galpões, comprovando a ausência de condições higiênico-sanitárias nos estabelecimentos.

“O Ministério Público fez essa operação junto com os órgãos de fiscalização e detectamos a presença e comercialização de produtos fora da validade, fardos rasgados, galpões com baratas, além de fogos de artifício conservados junto com alimentos. Já encaminhei um ofício para a delegacia, para que seja aberto um inquérito relacionado aos crimes contra o consumidor e ambiental”, declarou o promotor.

Os casos configuram diversas violações à Lei nº 8.137/90, que rege os crimes contra as relações de consumo. O ofício enviado à Delegacia de Maraã também destaca a prática de crime contra a saúde pública, em virtude da falsificação da perecividade, e crime de comercialização de alimentos vencidos.

Saúde

Já o armazenamento e venda de produtos nocivos à saúde configura crime ambiental, bem como o comércio e depósito irregular de artefatos explosivos.

A promotoria também requereu a instauração imediata de inquérito policial, para apuração mais aprofundada das irregularidades flagradas; prestação de depoimento dos proprietários dos estabelecimentos e testemunhas; levantamento da documentação sanitária e ambiental dos comércios e a autorização para a venda de pirotecnia.

O promotor também destacou a urgência em iniciar as investigações, dado o risco iminente à saúde pública e à segurança coletiva dos consumidores.

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