
Espaço completa 28 anos com novo projeto que une arte, tecnologia e ancestralidade, atendendo 380 alunos (Foto: Sanler Cardoso)
Em comemoração aos 112 anos do Boi Caprichoso, celebrados em 20 de outubro, a associação reabriu oficialmente a Escola de Arte Irmão Miguel de Pascale, marcando um novo ciclo de valorização cultural e fortalecimento do protagonismo artístico em Parintins. A reabertura integra o projeto “Caprichoso: Trilhas para o Futuro – Arte, Ancestralidade, Tecnologia e Consciência Ambiental”, que atende 380 alunos nos turnos matutino e vespertino, com previsão de abertura do turno noturno ainda este ano.
Fundada em 1997 com o projeto “Caprichoso nas Ruas”, a escola é um dos projetos sociais mais duradouros da cidade e volta a ser referência na formação artística e cidadã. O espaço oferece oficinas de dança, pintura artística, desenho, pintura digital e percussão, além de novos módulos como “Luzes que Dançam”, escultura digital e “Retalhos da Cultura”.
A gestora e projetista Irian Butel destacou que a retomada só foi possível graças aos recursos viabilizados pela deputada Mayra Dias, deputado Thiago Abrahin e pela empresa Super Terminais. “Estamos esperançosos com esse resultado. É uma alegria ver esse projeto social renascer, mantendo viva a essência do Caprichoso e sua missão de transformar vidas por meio da arte”, afirmou.
O vice-presidente do Boi Caprichoso, Diego Mascarenhas, visitou o espaço e ressaltou o simbolismo da reabertura. “Tudo começou com Dona Graça Assayag, e hoje vemos a continuidade de um trabalho sério, conduzido por uma equipe multiprofissional de alto nível. A escola é o coração social do Caprichoso”, disse, acrescentando que novos projetos estão sendo desenvolvidos para garantir o funcionamento contínuo da instituição.
Entre os profissionais que integram a equipe estão os arte-educadores Edson Azevedo, Jorge Fontenelle, Alex Pereira, Ananda Cid, Levi Gama, Amanda Chagas e Idevan Souza, além de assistentes sociais, pedagogas e técnicos de produção e mídia.
A ex-aluna e hoje assistente social Glenda Azevedo destacou o papel transformador do espaço. “A criança tem direito a uma escola de arte e cultura. Nosso trabalho acontece no contraturno escolar, integrando educação e cidadania. Aqui, arte é direito social”, afirmou.
As oficinas também passaram a incorporar novas linguagens, como a dança do Boi Espiralé, que combina o ritmo do boi-bumbá com balé clássico e dança moderna, e o desenho digital, que introduz o uso de mesas gráficas e técnicas em 3D.
O novo formato reafirma o compromisso do Caprichoso com a formação cultural, inclusão social e inovação tecnológica, mantendo viva a missão da Escola Irmão Miguel de Pascale como celeiro de talentos e símbolo de transformação social em Parintins.
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