29/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo abre canal para sugestões sobre uso de IA na educação

Publicado em 11 de outubro, 2025

Governo abre canal para sugestões sobre uso de IA na educação

Colaborações vão até dia 29 na plataforma Brasil Participativo. (Foto: Reprodução)Governo abre canal para sugestões sobre uso de IA na educação

O governo federal quer ouvir sugestões da população brasileira sobre como usar a inteligência artificial (IA) na área da educação. Para isso, abriu uma consulta pública visando coletar contribuições e sugestões da sociedade civil que ajudarão a construir um referencial para o desenvolvimento e uso responsáveis da ferramenta no setor.

A consulta foi aberta nesta sexta-feira (10) e ficará disponível na plataforma Brasil Participativo até o dia 29 de outubro. Todo cidadão que tenha interesse em ajudar as escolas a fazerem bom uso dessa tecnologia pode contribuir pelo site. O aviso de consulta pública foi publicado esta semana no Diário Oficial da União.

“Podem participar educadores, estudantes, famílias, gestores, pesquisadores, desenvolvedores e cidadãos interessados no tema”, informou o Ministério da Educação (MEC).

Temas

As contribuições serão agrupadas nos seguintes temas:

proteção de dados;

combate a vieses algorítmicos;

direitos autorais e integridade acadêmica;

critérios de transparência;

protocolos de uso por faixa etária;

formação docente;

acessibilidade e prioridades de infraestrutura.

Em nota, o MEC lembra que a inteligência artificial já está presente no cotidiano escolar, “desde o planejamento de aulas à personalização das trajetórias de aprendizagem, especialmente no contexto da acessibilidade do ensino a estudantes com diferentes necessidades”.

A Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, divulgada nesta semana pela OCDE, mostra que os professores no Brasil (56%) usam mais IA que a média (36%) dos países da organização.

Fundamentos e salvaguardas

Por meio do referencial obtido com a consulta pública, será possível definir fundamentos e salvaguardas para que a tecnologia seja uma aliada da aprendizagem e não uma ameaça aos processos educacionais.

Entre as diretrizes propostas pelo MEC estão:

supervisão humana significativa em todas as etapas;

alinhamento às finalidades pedagógicas;

transparência e explicabilidade dos sistemas;

governança e segurança de dados com avaliação de impacto algorítmico;

compras públicas responsáveis;

formação continuada de professores e gestores.

Agência Brasil

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