
Reunião de diretoria reuniu empresários, parlamentares e Defesa Civil para discutir ajustes econômicos e cenário hidroclimático do Amazonas. (Foto: Divulgação)
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio AM) realizou, nesta quinta-feira (09/10), a 10ª Reunião de Diretoria, reunindo autoridades, presidentes de sindicatos empresariais, representantes de entidades de classe e empresários do setor. O encontro teve como temas centrais os impactos da Reforma Tributária e o panorama climático e hidrológico do Amazonas.
O presidente da Fecomércio AM, Aderson Frota, destacou a importância da reunião para fortalecer o diálogo entre o setor produtivo e o poder público. “Convidamos o secretário da Defesa Civil do Governo do Amazonas, coronel Francisco Máximo, para trazer uma visão técnica sobre o atual cenário climático, para que todos os empresários fiquem cientes e possam planejar suas compras”, afirmou.
O secretário da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, alertou sobre os riscos climáticos que podem afetar diretamente o comércio. “Hoje, viemos divulgar uma preocupação que nós temos como Defesa Civil, entendendo que o sistema de proteção precisa envolver todos os atores necessários. A Fecomércio tem um papel muito importante, na pessoa do presidente, que tem um olhar atento às condições hidroclimatológicas que podem trazer consequências para o comércio”, destacou.
O encontro contou ainda com a presença do deputado estadual Adjuto Afonso, que reforçou a importância do setor para a economia amazonense. “O comércio do Amazonas já é o maior gerador de empregos e também o maior arrecadador de impostos. Isso é resultado do trabalho que a Fecomércio realiza com seus associados. Fico feliz em participar, porque a maioria das matérias que abrange o comércio passa pela Assembleia, como o Refis, aprovado em tempo recorde, que vai permitir que comerciantes inadimplentes retornem ao sistema financeiro e melhorem seus negócios”, ressaltou.
A administradora e contadora Adjane Brasil ministrou palestra sobre as mudanças trazidas pela Reforma Tributária e os ajustes que as empresas precisarão adotar nos próximos anos. “Esse encontro é importante para conscientizar os empresários sobre os impactos que a Reforma Tributária vai trazer para cada segmento do comércio. Teremos várias mudanças porque, pela Reforma, não teremos mais benefícios fiscais”, explicou.
Ela destacou que a transição ocorrerá entre 2026 e 2033, afetando diretamente a formação de preços, margens de lucro e fluxo de caixa das empresas. “O imposto não vai mais passar pelo caixa da empresa, o governo vai reter na fonte. Hoje, trabalhamos com imposto dentro do nosso preço; com a Reforma, não será mais assim. Os empresários precisarão investir em planejamento tributário para evitar impactos financeiros”, completou.
Durante a apresentação, Adjane Brasil detalhou as mudanças esperadas para setores da Zona Franca de Manaus, como atacadistas, hotelaria, bares, restaurantes, turismo, salões de beleza, lojas de roupas e varejo de material de construção credenciado na Suframa.
A Fecomércio reafirmou, ao final do encontro, seu compromisso em promover o diálogo técnico e institucional para preparar o empresariado amazonense frente às novas exigências fiscais e aos desafios climáticos que afetam diretamente a economia regional.
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