
Comey enfrenta duas acusações: obstrução do processo do Congresso e emissão de declarações falsas (Foto: Alex Kraus/Getty Images)
O ex-diretor do FBI, James Comey, tornou-se alvo de acusações criminais anunciadas nesta quinta-feira (25), relacionadas a supostas mentiras prestadas ao Congresso em 2020 sobre vazamentos de informações para a imprensa durante sua gestão em 2016. O caso reacende discussões sobre o impacto político das investigações do FBI na eleição presidencial daquele ano.
Comey enfrenta duas acusações: obstrução do processo do Congresso e emissão de declarações falsas. Segundo o Departamento de Justiça, o ex-diretor teria autorizado uma pessoa a vazar informações sobre investigações do FBI, contrariando suas declarações anteriores de que não havia autorizado qualquer contato com a imprensa.
O grande júri da Virgínia, formado por 14 integrantes, considerou que havia causa provável para as acusações contra Comey, mas rejeitou uma outra acusação que os promotores buscavam, relacionada a declarações sobre Hillary Clinton em 2016. O presidente do colegiado, Gilmar Mendes, declarou-se impedido de participar. O julgamento ocorre no plenário virtual, sob sigilo, e ainda aguarda o voto de Dias Toffoli.
A audiência de apresentação de Comey ao tribunal está marcada para 9 de outubro, quando ele poderá se declarar inocente e iniciar formalmente o processo judicial. A equipe de defesa ainda não divulgou a estratégia, mas deverá questionar a acusação com base em provas, documentos internos do Departamento de Justiça e declarações públicas de políticos, incluindo o presidente Donald Trump, que criticou Comey nas redes sociais.
Em vídeo divulgado recentemente, Comey afirmou: “Sou inocente. Então, vamos a um julgamento”.
O caso promete se tornar mais um episódio de forte repercussão política nos Estados Unidos, dada a histórica tensão entre Comey e Trump, e as acusações poderão influenciar discussões sobre o papel das investigações do FBI em eleições passadas.