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A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) recebeu nesta segunda-feira (22/09) o professor Antônio Mesquita, diretor executivo da Agência de Inovação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O encontro apresentou o planejamento estratégico em inovação desenvolvido em parceria com diversas instituições e discutiu iniciativas ligadas à bioeconomia e à economia circular.
Durante a reunião, o professor destacou o papel da UEA na criação de hubs de inovação em áreas estratégicas como tecnologias quânticas, semicondutores e transformação digital. Segundo ele, a proposta é inspirada em modelos internacionais e busca preparar a região para demandas futuras.
“Já inauguramos um hub de tecnologias quânticas e estamos avançando na criação de um hub de semicondutores em Parintins, além de um hub de transformação digital em Itacoatiara. Nosso objetivo é formar profissionais preparados e fortalecer a competitividade da Amazônia”, explicou Mesquita.
Outro ponto apresentado foi a pesquisa que transforma a fibra do caroço do açaí em um material semelhante ao MDF, já patenteado. A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de aproveitamento de resíduos.
“A cadeia do açaí é um exemplo de como podemos aplicar os conceitos de economia circular. Nada precisa ser descartado; tudo pode ser reaproveitado em novos processos e produtos”, afirmou o professor.
O secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, avaliou que a integração entre universidade, poder público e setor produtivo é fundamental para transformar a realidade do Amazonas.
“Esse gesto de interação com a indústria e com a academia é exatamente o que precisamos. Avançar nesse diálogo é essencial para mudar essa realidade”, disse.
Mesquita também convidou a Sedecti a participar dos debates nacionais sobre a Política de Economia Circular, em tramitação no Congresso, ressaltando que o Amazonas pode ter papel relevante na discussão.
Ao final, reforçou o pedido de apoio institucional para a implementação do planejamento estratégico de inovação. Para o secretário, trata-se de uma oportunidade histórica:
“Na época da borracha, perdemos espaço porque não tínhamos ciência e tecnologia. Hoje, temos a chance de corrigir esse erro, investindo em conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável”, concluiu Serafim Corrêa.
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