Um acidente fluvial ocorrido na noite de sábado (20) no Lago Acajatuba, região de Iranduba, deixou três pessoas desaparecidas e outras feridas, entre elas o empresário e radialista Robson Tiradentes. O caso mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), que desde as primeiras horas da manhã deste domingo realizam buscas na tentativa de localizar as vítimas.
Segundo informações da família Tiradentes, o grupo saiu de Manaus no início da tarde, com destino à Praia do Iluminado, no rio Negro. Robson pilotava um jet ski de sua propriedade, acompanhado pela esposa e pela filha em um bote de apoio que também fazia parte do deslocamento. Durante o trajeto, o jet ski apresentou falha mecânica e precisou de reparos com ajuda de amigos.
Depois de seguir viagem, o grupo acabou entrando por engano no Lago Acajatuba. Em seguida, o bote que transportava a esposa e a filha de Robson, além de outros ocupantes, apresentou pane e ficou à deriva, sendo levado pela correnteza. Enquanto tentava resolver a situação, o empresário deixou o local em busca de auxílio.
Ao retornar, já com a ajuda de um morador da região, Robson não encontrou mais o bote onde havia deixado sua família. Na tentativa de localizar a embarcação, a moto aquática que ele conduzia colidiu com uma canoa de madeira pertencente a ribeirinhos locais, que, segundo relatos preliminares, navegava sem iluminação. Após o impacto, Robson e o morador conseguiram nadar até a margem. Três pessoas que estavam no bote seguem desaparecidas, entre elas uma mulher, um homem e um bebê de cinco meses.
As circunstâncias do acidente ainda estão sendo apuradas. Há divergências nos relatos sobre o número exato de pessoas em cada embarcação, assim como sobre as condições da canoa envolvida na colisão. A família de Tiradentes divulgou nota pedindo investigações para esclarecer os fatos.
O Corpo de Bombeiros concentra esforços na área do Lago Acajatuba, com mergulhadores e embarcações, mas até o início da tarde deste domingo não havia confirmação sobre o paradeiro dos desaparecidos. As buscas não têm prazo para encerrar.
O acidente chama a atenção para os riscos da navegação noturna na região amazônica, onde a baixa visibilidade, a ausência de iluminação em muitas embarcações e panes mecânicas comuns em pequenos veículos aquáticos aumentam a possibilidade de ocorrências graves. As autoridades devem realizar perícia para determinar responsabilidades e esclarecer em detalhes o que levou à tragédia.