
Longa dirigido por Begê Muniz e produzido por Eliza Telles será exibido em outubro nos EUA, com presença dos realizadores amazonenses (Foto: Divulgação/Lira Filmes)
O cinema amazonense ganha projeção internacional com a estreia mundial de Jamary, longa-metragem dirigido por Begê Muniz e produzido por Eliza Telles, no Arlington International Film Festival (AIFF), nos Estados Unidos, que acontece de 23 a 26 de outubro. A produção será exibida com a presença dos realizadores.
Ambientado na floresta amazônica e inspirado nas tradições indígenas, o filme combina fantasia, aventura e consciência ambiental em uma narrativa voltada ao público jovem. Protagonizado por Ane (Maria Zen), influenciadora mirim de 12 anos, o enredo acompanha sua jornada pela floresta após um acontecimento misterioso. Nessa travessia, ela encontra Anhangá (Eliza Telles) — criatura mítica da cultura indígena — que a alerta sobre ameaças ao território.
Jamary nasceu a partir do curta homônimo, premiado e selecionado em mais de 60 festivais nacionais e internacionais, como o Festival do Rio, o Cine Eco (Portugal) e o Cine Vigo (Espanha). A versão longa foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo, da Prefeitura de Manaus, e pelo Governo do Amazonas.
O projeto já havia ganhado destaque no Marché du Film 2025, em Cannes, e agora se consolida com sua estreia nos Estados Unidos.
Na mesma edição do AIFF também será exibido o curta Nhandê, codirigido por Begê Muniz e Eliza Telles, que circulou em festivais no México, Chile, Miami, Suécia, Grécia e Berlim, ampliando a presença da dupla no cenário internacional.
Para os realizadores, a participação no festival representa um marco para o audiovisual amazônico. “Estar presente com Jamary e Nhandê no AIFF é um passo fundamental para mostrar que as histórias da Amazônia dialogam com o mundo todo. São filmes feitos por mãos amazonenses, com apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult, e distribuição da Lira Filmes”, afirmou Begê Muniz.
O Arlington International Film Festival tem como missão promover narrativas que inspirem curiosidade, empatia e criatividade, funcionando como uma ponte entre o global e o local e dando visibilidade a artistas e culturas sub-representadas.
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