
Queijarias de Autazes e Parintins foram premiadas no Mondial du Fromage, ao lado de ícones como gruyère suíço e camembert francês. (Foto: Divulgação)
O Amazonas brilhou no cenário mundial do queijo. Produtores de Autazes e Parintins conquistaram medalhas de ouro e bronze no Mondial du Fromage 2025, realizado em Tours, na França, entre 12 e 14 de setembro.
A medalha de ouro foi para a Queijaria Tradição D’Lourdes, de Autazes, com o inovador Queijo Maturado com Café. Já a Leiteria Macurany, de Parintins, conquistou a medalha de bronze com o Queijo Manteiga Blend, inspirado na tradição regional. A Queijaria Original, também de Autazes, integrou a delegação, ampliando a vitrine para os lácteos amazonenses.
O secretário da Sepror, Daniel Borges, acompanhou a delegação em Tours, capital do Vale do Loire, região reconhecida como a de maior concentração de restaurantes estrelados Michelin no mundo. A secretaria também entrou com o custeio do pacote de visitas, hospedagens e alimentação, oferecido por uma associação brasileira, no valor de cerca de R$ 80 mil, garantindo a presença do Amazonas no evento.
A vitória tem peso especial porque a produção agropecuária no Amazonas ainda engatinha. O setor esbarra em regras ambientais rigorosas, na escassez de áreas aptas para cultivo e no compromisso de não desmatar a floresta. Nesse cenário, chegar à França com qualidade competitiva exige criatividade, organização sanitária e perseverança — mérito direto dos produtores.
O Mondial du Fromage é um dos eventos mais prestigiados do setor, reunindo centenas de amostras de todos os continentes e um júri formado por mestres queijeiros, chefs e críticos. Na mesma mesa de julgamento estão clássicos que calibram o paladar do mundo:
• Gruyère (Suíça) – Queijo de massa cozida e prensada, maturado por meses ou anos, textura firme e aromas de nozes.
• Camembert (França) – Mole de casca branca aveludada, pasta cremosa e sabor que evolui da manteiga fresca a notas mais intensas.
• Parmigiano Reggiano (Itália) – Duro e granulado, maturado por longos períodos, com cristais crocantes e intensidade umami.
Conquistar medalha em Tours significa estar no mesmo patamar de excelência que esses ícones mundiais.
Com a chancela francesa, as queijarias retornam ao Amazonas com networking internacional, sinais de mercado e aprendizados técnicos. A expectativa é que o reconhecimento abra portas para a exportação e valorize ainda mais a agroindústria regional.
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