
A defesa afirmou que seguirá “lutando até o fim” para comprovar a inocência do ex-ministro (Foto: Lula Marques)
A equipe jurídica do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comunicou nesta sexta-feira (12) que pretende recorrer da condenação de 21 anos de prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A defesa afirmou que seguirá “lutando até o fim” para comprovar a inocência do ex-ministro.
De acordo com nota assinada pelo advogado Matheus Mayer Milanez, a estratégia da defesa inclui a apresentação de embargos de declaração, com o objetivo de apontar possíveis omissões e falhas na análise das provas durante o julgamento.
A defesa alega que elementos essenciais do processo não foram devidamente avaliados pela Primeira Turma do STF. Além disso, critica os fundamentos da sentença, afirmando que a condenação se baseou em “alegações genéricas” e que não houve apresentação de provas contundentes. Segundo os advogados, questões de nulidade levantadas ao longo do processo não foram enfrentadas, e o material probatório, incluindo depoimentos de testemunhas de defesa, acusação e do réu colaborador, não recebeu avaliação minuciosa.
Ainda segundo a nota, não existem evidências que conectem Heleno diretamente à suposta conspiração. A defesa argumenta que a inclusão do ex-ministro no processo teria ocorrido apenas por conta de sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).