20/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Balsas de coleta de resíduos atendem comunidades rurais e indígenas

Publicado em 12 de setembro, 2025

Foto: Divulgação/Semulsp

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), enviou, na manhã desta sexta-feira, 12/9, balsas de coleta para mais uma ação semanal de limpeza nas comunidades ribeirinhas e indígenas da zona rural da capital. As equipes partiram da Marina do Davi, ponto de embarque da maioria das operações da Semulsp para a zona rural, e devem atender diversas localidades ao longo do rio Negro e de seus afluentes.

A ação integra o plano da gestão do prefeito David Almeida de levar os serviços de limpeza urbana a todo o território de Manaus, inclusive aos pontos mais isolados, onde o acesso é feito exclusivamente por via fluvial.

Atualmente, a Semulsp atende de forma sistemática 25 comunidades rurais e seis comunidades indígenas, garantindo a coleta regular de resíduos domiciliares. As balsas percorrem longos trechos pelos rios para recolher os resíduos e levá-los ao aterro municipal, evitando o descarte irregular no meio ambiente e melhorando a qualidade de vida das populações locais.

“A zona rural também é Manaus. Cada comunidade atendida é um passo a mais para uma cidade inteira mais limpa e digna para todos”, afirma o secretário da Semulsp, Sabá Reis.

Lixeiras flutuantes

Para reforçar a operação, a prefeitura implantou lixeiras flutuantes em 11 comunidades rurais. Na Marina do Davi foram instaladas duas unidades, e outras foram colocadas nas comunidades Abelha, Nossa Senhora do Livramento, Ebenezer, São Sebastião, Bela Vista do Jaraqui e Agrovila, entre outras.

Essas estruturas funcionam como pontos seguros de descarte temporário, onde o lixo fica protegido da maré e de animais até a chegada das balsas, evitando que vá parar nos rios que abastecem Manaus.

Programa Gari Comunitário

A Semulsp também implantou o programa Gari Comunitário em 15 comunidades rurais. Moradores locais foram capacitados e contratados para atuar na limpeza diária, no apoio à coleta e em ações de conscientização ambiental, tornando o serviço mais eficiente e gerando emprego, renda e pertencimento.

“O gari comunitário conhece cada caminho de terra, cada trapiche e cada casa às margens do rio. Isso garante agilidade ao serviço e aproxima a comunidade do cuidado com o próprio território”, completa o titular Sabá Reis.

“Levar a limpeza pública à zona rural é levar dignidade, saúde e cidadania para milhares de pessoas que historicamente estavam à margem desses serviços”, reforça.

Destinos turísticos

Grande parte das comunidades atendidas vive do turismo de base comunitária, do artesanato e da pesca, recebendo visitantes do Brasil e do exterior.

Com a coleta regular e as lixeiras flutuantes, os portos, trapiches e áreas comuns estão mais limpos e bem cuidados, fortalecendo o turismo sustentável e garantindo mais segurança sanitária aos moradores e visitantes.

“Antes, não tinha onde colocar o lixo e muita gente acabava jogando no rio. Hoje temos o dia certo de coleta e a lixeira flutuante. A beira do porto está limpa, e isso dá orgulho de receber os visitantes”, disse Maria do Carmo de Lima, moradora da comunidade Nossa Senhora do Livramento.

 

 

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