
Marciele munduruku ilumina o Festribal em São Gabriel
Marciele Albuquerque, indígena do povo Munduruku, do Baixo Amazonas, nascida em Nhamundá, levou a câmera ao peito. Ela é a cunhã poranga do Caprichoso. Seu olhar pousou sobre São Gabriel. O Festribal apareceu em cores, cantos e passos. No vídeo, a floresta respira perto. No público, a memória dança.
O Festribal 2025 ocorreu de 29 de agosto a 2 de setembro em São Gabriel da Cachoeira. O festival nasceu em 1998. Tornou-se o maior encontro cultural dos povos indígenas do Alto Rio Negro, tendo como vencedora este ano os Tukanos.
O ginásio Arnaldo Coimbra recebeu o público. As tribos Tukano, Baré e Filhos do Rio Negro emocionaram. Cada dança revelou a memória ancestral. Cada canto soprou a história guardada nas pedras e nas águas. A cidade vibrou com música, artesanato e culinária.
Marciele entrou com sorriso e firmeza. Mostrou pintura, canto e tambor. O vlog costurou bastidores e arena. A câmera virou convite. A dança virou janela.
Ela defende o item com força e doçura. É munduruku e amazônida. Representa o Caprichoso desde 2017. Já ergueu a voz em pautas da floresta. Em arenas e palcos, soma arte e ativismo.
A cidade é a mais indígena do Brasil. Ali convivem 23 etnias. Além do português, falam-se nheengatu, tukano e baniwa. A pluralidade está nas ruas, nas escolas, nas conversas ao entardecer.
A Serra da Bela Adormecida repousa no horizonte como pintura viva. O sol veste a serra de cobre.
A Praia Grande surge na seca. Areia branca. Água fria. Final de tarde perfeito.
O Pico da Neblina guarda o ponto mais alto do Brasil. A névoa beija as cristas.
A Reserva Biológica Morro dos Seis Lagos reflete cores raras. São águas feridas de minerais.
No Morro da Fortaleza, ruínas contam o começo. A pedra guarda passos lusitanos.
A cidade pede escuta. Contrate guias locais. Siga as regras da terra indígena. Observe sem tocar. Peça licença. Caminhe leve. Deixe apenas pegadas.
O Festribal termina, mas ecoa. Marciele ergue o olhar e sorri. A câmera desliga. A festa fica. Em São Gabriel, a cultura é semente. O rio é estrada. A memória é casa.
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