19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Homenagem a Márcio Souza, ‘Sarau para um Imortal’ reuniu música, literatura, cinema e teatro no Museu da Cidade

Publicado em 15 de agosto, 2025

Foto: Divulgação/Manauscult

A Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) realizou, na última terça-feira, 12/8, o “Sarau para um Imortal”, no jardim do Museu da Cidade de Manaus (Muma), no centro da cidade. Aberto ao público, o evento reuniu música, literatura, cinema e teatro para celebrar a arte, a cultura e a memória do escritor, dramaturgo, romancista e jornalista amazonense Márcio Souza, um dos mais importantes nomes da história cultural da região.

A programação cultural contou com a apresentação musical de Andrey San Silver e Roney Chaves, a encenação de parte da peça teatral “As Folias do Látex”, além da participação de membros da Academia Amazonense de Letras, que, durante um discurso sobre a vida e obra de Márcio Souza, prestaram uma singela homenagem ao imortal.

O diretor-presidente da Manauscult, Jander Lobato, ressaltou a relevância da homenagem. “Márcio Souza é um símbolo vivo da nossa história e do nosso pensamento crítico. Este sarau foi mais do que uma homenagem, foi um reencontro da cidade com a sua própria alma artística”, afirmou.

Valorização

O presidente da Academia Amazonense de Letras, Aristóteles Alencar, destacou que a iniciativa da Manauscult se reveste de grande importância para a cultura, na comemoração de um ano sem o escritor e dramaturgo Márcio Souza. “Márcio não é considerado imortal apenas por ter pertencido à Academia Amazonense de Letras, mas principalmente por sua obra. É um autor lido em vários países do mundo e essa homenagem é apenas o início de um projeto de valorização da trajetória desse importante escritor amazonense”, relatou.

Autor

Nascido em Manaus (AM), em 4 de março de 1946, Márcio Souza estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). Seu primeiro romance, “Galvez: imperador do Acre”, foi publicado em 1976.

Autor de mais de 20 livros, entre eles, o “História da Amazônia”, “Mad Maria” e “Amazônia Indígena”, também ocupou cargos públicos como a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), em Manaus.

Na Academia Amazonense de Letras, ocupava a cadeira nº 25, eleito em 11 de setembro de 2004, na sucessão de Gebes de Mello Medeiros. Foi na academia que lançou a obra “Teatro Seleto”, um marco em sua trajetória literária.

Com o “Sarau para um Imortal”, a Manauscult reafirma seu compromisso com a preservação e valorização da memória cultural de Manaus, promovendo encontros que aproximam o público de sua história e de seus grandes nomes.

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