06/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Corpo de Dança celebra culturas indígenas no palco do Teatro Amazonas

Publicado em 13 de agosto, 2025

Corpo de Dança celebra culturas indígenas no palco do Teatro Amazonas

Corpos em cena se transformaram em território vivo com espetáculo o “TA – Sobre ser grande”, unindo dança e alerta sobre a preservação dos povos e florestas. (Fotos: Aguilar Abecassis)

O Teatro Amazonas foi palco, na terça-feira (12/08), do espetáculo “TA – Sobre ser grande”, do Corpo de Dança do Amazonas (CDA), dirigido por Mário Nascimento. Inspirada na palavra “TA” do povo Tikuna, que simboliza grandeza e a conexão entre corpo, território e natureza, a montagem uniu dança, poesia e música eletrônica ao vivo, com trilha assinada pelo DJ Marcos Tubarão.

A apresentação contou com um público diverso, incluindo pessoas de várias regiões do Brasil e de outros países que estavam em Manaus e foram prestigiar o espetáculo.

A pesquisa para o espetáculo começou durante a pandemia e, segundo Mário Nascimento, nasceu com um objetivo claro: ser um alerta. “Não falo só dos Tikuna, mas de todos os povos originários. É um alerta sobre a invasão dos territórios indígenas e sobre a importância que eles têm para a preservação do meio ambiente e da sua própria história”, afirmou o coreógrafo.

Com um elenco formado majoritariamente por artistas amazonenses, cerca de 90%, o CDA se apresentou com intensidade física e expressiva, transformando o palco em um território simbólico que evocava força, resistência e pertencimento. A palavra “TA” foi materializada em movimentos amplos, ritmados e conectados aos sons e paisagens que marcam a vida dos povos da floresta.

Mário também destacou o papel político e cultural do grupo, que há 27 anos é mantido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

“A companhia tem um papel importante por ser originária daqui e por carregar essa identidade. É fundamental reconhecer a importância que a Secretaria de Cultura tem na preservação dos corpos artísticos do Estado”, completou.

O espetáculo, além de seu valor estético, reafirmou o compromisso do CDA com a valorização das culturas amazônicas e o debate sobre questões urgentes, como a preservação ambiental e o respeito aos territórios indígenas.

 

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