
Estado registrou mais de 17 mil inscrições no concurso unificado; Bloco 9, voltado ao nível médio, foi o mais procurado entre os amazonenses. (Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasil)
Com 17.493 inscrições confirmadas, o estado do Amazonas registrou ampla participação na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2). Do total de candidatos, 60,7% são mulheres – o que representa 10.624 inscritas, contra 6.869 homens (39,2%). O levantamento reforça a crescente presença feminina nas disputas por vagas no serviço público federal.
O CPNU 2 oferece, ao todo, 3.652 vagas em 32 órgãos e entidades do governo federal, sendo 3.144 para cargos de nível superior e 508 para nível médio. A proposta do modelo unificado é democratizar o acesso ao serviço público, respeitando a diversidade regional e promovendo mais equidade nas seleções.
No Amazonas, o bloco com maior número de interessados foi o Bloco 9 – Intermediário – Regulação, com 5.402 inscritos. Na sequência, aparecem o Bloco 5 – Administração (3.747), o Bloco 1 – Seguridade Social: Saúde e Assistência (3.124) e o Bloco 2 – Cultura e Educação (1.359). Os demais blocos também tiveram adesão considerável, incluindo áreas como saúde, justiça, engenharia e tecnologia.
Em todo o país, o concurso contabilizou 761.528 inscritos oriundos de 4.951 municípios brasileiros. As regiões Sudeste e Nordeste concentraram a maioria das inscrições, com 247.838 e 229.436 candidatos, respectivamente. O Norte, onde está o Amazonas, registrou 84.651 participantes.
Desde o início de 2024, o Governo Federal já realizou mais de 43 concursos públicos e lançou duas edições do CPNU, totalizando mais de 14 mil vagas oferecidas. A iniciativa reforça o processo de valorização do serviço público e busca reduzir desigualdades no acesso aos cargos federais.
A nova edição do CPNU traz avanços importantes em ações afirmativas. O edital estabelece, por exemplo, que pelo menos 50% das classificações para a fase discursiva sejam ocupadas por mulheres, sempre que houver candidatas não eliminadas com nota suficiente. Também há garantias para participação de gestantes e lactantes, além da reserva de vagas para pessoas negras (25%), com deficiência (5%), indígenas (3%) e quilombolas (2%).
Os dados refletem um movimento de maior inclusão social e regional na administração pública federal, com especial atenção à participação feminina e às populações historicamente marginalizadas.
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