
Anderson Ferreira, de 25 anos, estaria desaparecido desde junho. (Foto: Reprodução)
A família de Anderson de Oliveira Ferreira, de 25 anos, busca respostas sobre o paradeiro do jovem, que está desaparecido há mais de um mês após viajar à Rússia, onde teria sido recrutado para atuar no conflito armado com a Ucrânia.
Natural de Pirituba, na zona norte de São Paulo, Anderson embarcou em fevereiro alegando que trabalharia como segurança particular. No entanto, essa versão passou a ser questionada após uma ligação anônima, em junho, de um homem que se identificou como soldado russo e afirmou que o brasileiro teria sido enviado para a linha de frente do combate.
Segundo a mãe de Anderson, Helade Medeiros, a pessoa do outro lado da linha contou que parte do grupo foi atingida por bombardeios e que o filho estaria entre os desaparecidos. “Disseram que só estavam resgatando os vivos. Os mortos ficavam para trás”, relatou, emocionada.
A última conversa entre mãe e filho ocorreu no fim de junho. Na ocasião, Helade pediu que ele voltasse ao Brasil. “Ele disse que retornaria quando vencesse o contrato”, relembrou.
Gabriela Oliveira Silva, mãe da filha de cinco anos de Anderson, também se pronunciou: “A menina sente muito a falta dele. Chora todo dia querendo ver o pai”.
Ainda não se sabe se o jovem foi vítima de um esquema de falsas promessas de emprego ou se ingressou voluntariamente nas forças armadas russas sem avisar os familiares. O desaparecimento tem causado angústia e dúvidas entre os parentes, que aguardam respostas das autoridades.
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