04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Campanha contra Zona Franca no X recebe resposta do governo amazonense. Veja

Publicado em 29 de julho, 2025

Campanha contra Zona Franca no X recebe resposta do governo amazonense. Veja

De vez em quando, certos grupos da direita e extrema-direita resolvem atacar a Zona Franca de Manaus com fake news, distorções e, pior, com um preconceito explícito contra o Norte e o Nordeste do Brasil. Recentemente, por exemplo, o MBL fez uma live intitulada “Precisamos destruir a Zona Franca de Manaus”, debochando de nordestinos e nortistas, reduzindo o papel econômico a piadas e dizendo que seria “melhor dar uma mesada” para os outros Estados, porque “o que importa é São Paulo”. Chegaram até a chamar representantes da região de “figuras” da “política do cuscuz com açaí”. Todos riram. E terminaram com a frase: “que país idiota”.

Fake news

Para se defender de ataques e fake news, a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) divulgou, nas redes sociais, um vídeo bem educativo e divertido como resposta aos ataques sofridos no X (antigo Twitter), incluindo o de um ex-piloto de Fórmula 1, Lucas Di Grassi, que hoje corre na Lola Yamaha Abt na Fórmula E. Lembrando que a Yamaha que o patrocina tem fábrica na ZFM, responsável pela produção de motocicletas, motores de popa e waverunners. A empresa chegou ao Brasil em 1970 e se tornou a primeira fabricante de motocicletas do país. 

A fábrica celebra marcos como a produção de 5 milhões de motos no Brasil, sendo Manaus um palco desta conquista.

Vídeo

No vídeo, um guaxinim com capacete de obras apresenta dados da Zona Franca de Manaus, desmentindo algumas fake news com graça e humor, mas, acima de tudo, com informações técnicas e facilmente identificadas além das “correntes de WhatsApp”.

Vamos esclarecer:

  • A Zona Franca preserva a floresta: 98% da cobertura original da Amazônia no Amazonas segue intacta.

  • Gera empregos: mais de 500 mil postos diretos e indiretos.

  • Atrai investimentos: multinacionais instalam suas fábricas, usam matéria-prima local e cumprem exigências ambientais, sociais e fiscais.

  • Movimenta a economia: só o Polo Industrial de Manaus responde por bilhões em arrecadação e exportação.

Incentivos

Ah, e sim, elas têm incentivos fiscais. Mas em troca geram empregos, respeitam o meio ambiente e ajudam a manter a floresta de pé. É simples: sem Zona Franca, o Brasil pagaria essa conta com mais desmatamento, mais desemprego e mais migração para centros urbanos já saturados.

No vídeo, o fofo guaxinim brinca: “E sabe esse celular de onde você está lendo este texto? Muito provavelmente foi montado aqui, no Polo Industrial de Manaus. A Zona Franca está prorrogada até 2073. Sabe por quê? Porque a floresta ainda vai estar aqui. E nós queremos que o povo também esteja, com emprego, dignidade e futuro”.

E ele manda o recado: “antes de acreditar no que chega no seu grupo de WhatsApp ou no que certo youtuber preconceituoso fala, pesquise, conheça os dados e entenda o papel da Zona Franca para o Brasil inteiro”.

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