
Foto: Divulgação/Semsa
Profissionais de saúde da Prefeitura de Manaus participaram, nesta sexta-feira, 18/7, de uma capacitação em triagem neonatal biológica, mais conhecida como teste do pezinho. A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).
O treinamento ocorreu no auditório do Hemoam e teve a participação de 65 profissionais da Semsa Manaus, dentre enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS) da rede de Atenção Primária e servidores da maternidade Moura Tapajóz (MMT), além de 47 servidores de unidades da rede materno-infantil estadual, da capital e interior.
A chefe do Núcleo de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Semsa, Janaína Sá Terra, assinala que a formação visa fortalecer a coleta do teste do pezinho nos estabelecimentos da rede municipal. “Hoje temos 58 unidades da Atenção Primária que fazem a coleta do teste, além da MMT. Com essa ação, vamos ampliar o número de profissionais capacitados e assegurar a oferta contínua da triagem mesmo no revezamento de equipes por férias e licenças médicas”, informa.
Na capacitação, os participantes recebem informações sobre as doenças triadas pelo teste do pezinho, diretrizes atualizadas a partir de notas técnicas da SES-AM e da Semsa relativas à triagem, e orientações para a realização da coleta e para acesso aos resultados da avaliação.
“A atividade reforça a importância da detecção e diagnóstico precoce das doenças triadas, que são graves e podem até levar o bebê a óbito quando não identificadas e tratadas prematuramente”, aponta a servidora.
Para a enfermeira da Unidade de Saúde da Família (USF) Balbina Mestrinho, Rosa Gomes, a capacitação dos profissionais é fundamental para o aprimoramento da coleta do teste do pezinho nas unidades de referência da Semsa. “É uma avaliação importante para a saúde do bebê, por isso é essencial que o profissional de saúde realize uma coleta perfeita, evitando que seja necessária uma nova coleta e assegurando um resultado oportuno”, observa.
A coordenadora da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal 01 da maternidade estadual Ana Braga, enfermeira Deuzeni Amorim, ressaltou a oportunidade de aprendizado e melhoria na atuação das equipes. “Para mim está sendo muito positivo, estou captando o conteúdo e as informações repassadas para montar um protocolo do fluxo de coleta da triagem neonatal dentro da UTI”, disse.
Entre os temas incluídos no conteúdo programático da capacitação em Triagem Neonatal Biológica – Teste do Pezinho da Semsa estiveram as doenças metabólicas e genéticas triadas na avaliação, alta segura e encaminhamento para a triagem neonatal, coletas especiais, busca ativa, encaminhamento de resultados de exames alterados e recoletas, além do passo a passo da coleta do teste do pezinho.
O treinamento foi ministrado pela coordenadora estadual do Programa de Triagem Neonatal da SES-AM, Jéssica Arenque Andrade, ao lado de profissionais do Hemoam. A formação teve carga horária de 8 horas, com atividades pela manhã e à tarde.
Janaína Terra antecipa que os profissionais deverão participar de uma segunda etapa de formação, somando 20 horas de carga horária, também em parceria com a SES-AM. “Hoje tivemos a parte teórica da capacitação, teremos ainda uma parte prática, em que eles irão acompanhar profissionais de maternidades da rede estadual e também realizar a coleta do teste do pezinho”, adianta.
A triagem neonatal, ou teste do pezinho, é uma avaliação preventiva que permite identificar doenças congênitas ou metabólicas em recém-nascidos, sendo uma estratégia da saúde pública para redução da morbimortalidade infantil. O procedimento, ofertado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), no Amazonas, abrange sete doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.
Conforme Janaína Terra, a avaliação é feita a partir da coleta do sangue do pezinho do recém-nascido, entre o terceiro e o quinto dia de vida, sendo realizada ainda na maternidade, na maioria dos casos. Quando o bebê tem alta hospitalar antes do tempo ideal para o teste, é encaminhado a uma das unidades da rede municipal. Todo o material coletado nas unidades municipais e estaduais é encaminhado para o Hemoam, responsável pelas análises.
“Quanto mais cedo ele realizar o teste do pezinho, mais cedo podemos detectar uma eventual alteração, encaminhar a criança ao serviço especializado para confirmação da doença e, caso necessário, iniciar o tratamento”, conclui.