
Mário Fernandes é apontado como autor de documento com ameaças a Lula, Alckmin e Moraes; ministro diz que liberdade comprometeria processo. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do general da reserva Mário Fernandes, investigado por envolvimento em uma trama golpista que teria como alvo autoridades do alto escalão da República. O militar está detido desde novembro de 2024.
Na decisão, Moraes afirmou que a liberdade de Fernandes poderia colocar em risco a ordem pública e o andamento da ação penal. Segundo ele, não houve nenhum fato novo que justificasse a revogação da custódia.
De acordo com a Polícia Federal, o general é acusado de redigir um documento intitulado Punhal Verde e Amarelo, que conteria um plano com ameaças de sequestro e até homicídio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio ministro Moraes. À época, Mário Fernandes ocupava o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, durante o governo de Jair Bolsonaro.
As investigações também revelam que Fernandes teria dito, em mensagem de áudio enviada a Mauro Cid — ex-ajudante de ordens de Bolsonaro —, que o então presidente teria dado aval para o plano até o fim do seu mandato, em 31 de dezembro de 2022.
A defesa do general nega as acusações e afirma que o suposto plano nunca foi apresentado a nenhuma autoridade. Os advogados também argumentam que o processo não justifica a permanência da prisão cautelar.
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