
Foto: Ana Beatriz/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Neste sábado (17/05), o Centro Cultural Palacete Provincial, na praça Heliodoro Balbi, Centro de Manaus, foi palco do encerramento da 23ª Semana Nacional de Museus com uma atividade que uniu educação, cultura e ancestralidade.
O espaço histórico recebeu estudantes da rede pública para uma roda de conversa com mestres da capoeira, proporcionando aos jovens a oportunidade de mergulhar na rica história dessa expressão cultural afro-brasileira que mistura arte marcial, dança e música.
Desenvolvida no Brasil por descendentes de africanos escravizados, a capoeira representa muito mais que um esporte – é símbolo de resistência, identidade e patrimônio cultural. Durante o encontro, os mestres compartilharam conhecimentos sobre as origens da prática e sua importância como ferramenta de autodefesa e preservação cultural.
“Foi uma experiência muito legal porque essa é a primeira vez que estive aqui e a atividade é diferente, já que a gente pode interagir com outras pessoas”, comentou Alessandra Soares, estudante da 3º série do ensino médio da Escola Estadual Roberto dos Santos Vieira.
A proposta de levar os estudantes para fora do ambiente tradicional de sala de aula faz parte de uma estratégia educacional que busca aproximar os jovens dos espaços culturais da cidade.
O mestre de capoeira Variedade destacou a importância dessas atividades: “Essas rodas de capoeira, que também são rodas de conversa e de troca de vivências, nos permitem levar a cultura, o resgate da ancestralidade e da história do povo afro-brasileiro para os alunos. Nosso objetivo é que no futuro possamos instaurar uma capoeira pedagógica dentro das escolas, para que essa arte continue sendo disseminada e reconhecida”.
A edição de 2025 da Semana Nacional de Museus trouxe como tema “O futuro dos museus em comunidades em rápida transformação”, e promoveu reflexões e atividades em diversos espaços históricos e culturais de Manaus.