20/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

AGU bloqueia site estrangeiro que aplicava golpes usando imagem de Haddad

Publicado em 17 de maio, 2025

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu bloquear um domínio de internet estrangeiro que simulava um portal de notícias brasileiro para aplicar golpes utilizando fake news sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O bloqueio foi obtido por meio de notificação extrajudicial enviada no último dia 9 de maio à empresa Public Domain Registry , sediada nos Estados Unidos, que hospedava o site fraudulento.

“Essa medida é bastante significativa”, avalia o procurador Raphael Ramos Monteiro de Souza, titular da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), que atuou no caso. “Trata-se de mais um esforço de atuação do Estado Brasileiro, por meio da AGU e de órgãos parceiros, a fim de coibir a difusão de informações fraudulentas e práticas de ilícitos no ambiente digital.”

Criptomoedas

O site removido simulava a interface de um conhecido portal de notícias brasileiro e veiculava suposta entrevista em que o ministro Haddad fazia propaganda de uma plataforma digital de negociação de criptomoedas. O conteúdo falso utilizava ilegitimamente símbolos de portais de notícias brasileiros para transmitir confiabilidade na divulgação da plataforma.

Atuando a pedido do ministro da Fazenda, a AGU argumenta que a conduta do site viola o direito fundamental à integridade informacional e pode configurar crime de estelionato, na modalidade fraude eletrônica. Além de violar o direito brasileiro, afronta ainda os Termos de Uso da própria empresa hospedeira do domínio.

“O referido site, com nítida natureza fraudulenta, representa risco à segurança financeira das famílias brasileiras, uma vez que pretende ludibriar os usuários para que se cadastrem na plataforma e transfiram recursos financeiros, sob o pretexto de realizarem investimentos muito rentáveis”, defendem os procuradores na peça.

De acordo com o procurador Raphael Ramos, a vitória é “fruto de uma via colaborativa extrajudicial internacional, reforçando a cooperação entre o setor público e o privado, tudo em linha das mais recentes recomendações da OCDE e da Unesco”.

Agência Gov

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